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Análise | 07/05/2012 12:48

Presidente sai da TIM e deixa queda das ações na conta

Analistas apontam as dúvidas sobre a continuidade da estratégia de Luciani, que ‘limpou’ os resultados da empresa

Marcel Salim/EXAME.com

TIM estreia no Novo Mercado da BM&FBovespa

Luca Luciani na estreia das ações da Tim no Novo Mercado

São Paulo – A saída de Luca Luciani da presidência da TIM Participações (TIMP3) continua derrubando as ações neste pregão. A queda começou já na última quinta-feira, quando o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, apontou o que ainda era uma possibilidade.

Só naquele pregão, a queda foi de 5,84%. A derrubada se estendeu pela sexta-feira e em dois dias, a companhia perdeu 7,16%. Hoje, o mercado opera com a certeza, e não mais com especulações. O executivo renunciou e as ações atingiram desvalorização de 5,61% na mínima do dia. Na bolsa italiana, o papel da Telecom Italia sobe 1,55% perto do fechamento.

Saída repentina

Segundo Alex Pardellas, analista do Banif Investment, o principal motivo para a queda nos primeiros pregões após a notícia é o ambiente de incerteza. “Ele vinha conduzindo a empresa muito bem nos últimos anos e a saída é repentina”, diz. Apesar de esperar queda no curto-prazo, o analista não mudou sua recomendação ‘neutra’ para os papéis, ou seu preço-alvo de 12,50 reais.

O BTG Pactual afirma que a saída é negativa para a empresa por conta da bem sucedida gestão do executivo. “Luciani foi o líder por trás da impressionante reviravolta operacional da TIM”, afirmou Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual, em relatório enviado para clientes.

Segundo o analista, quando o executivo assumiu a presidência da TIM em 2009, as operações da empresa estavam num estado muito ruim. A base de clientes tinha diminuído, a qualidade da rede e do atendimento ao consumidor eram “pobres”, e a provisão para clientes duvidosos estava crescendo.

Líder popular e carismático

“Em menos de dois anos, Luciani e sua equipe reviraram o negócio, tornando a TIM a segunda maior operadora do Brasil”, afirma o analista, que destaca inclusive pontos pessoais no estilo do executivo. “Luca conhece o negócio e é um líder carismático e proativo”, diz.

O analista destaca que ele foi o responsável por recrutar boa parte dos outros executivos e que sua saída pode desacelerar os projetos e criar riscos para sua execução. A recomendação do BTG para os papéis também é neutra, com preço-alvo de 11 reais.

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