Cingapura - Os preços do minério de ferro fecharam a sexta-feira com sua maior queda semanal desde meados de março, antes de um fim de semana prolongado na China que reduz ainda mais a já escassa demanda pelo produto.

Os mercados chineses vão estar fechados entre 29 de abril e 1º de maio devido a feriados, e traders estão incertos se o interesse de compra irá retornar quando houver a reabertura na quinta-feira.

"Nós não estamos positivos sobre o mercado, principalmente por causa dos fracos preços do aço. Este deveria ser o auge da temporada de consumo de aço, mas isto não está acontecendo", disse um trader de minério de ferro de Xangai.

Em resposta a uma menor demanda por aço, muitas siderúrgicas de pequeno e médio porte na China estão limitando seus estoques de minério, optando por comprar apenas quando necessário.

"Ao invés de manter estoques de 15 ou 20 dias, elas mantém estoques menores e os recompõem rapidamente. Por isso, há uma maior demanda por cargas à pronta entrega em relação a carregamentos futuros", disse o trader.

O minério com teor de 62 por cento de ferro, referência para a indústria, caiu 50 centavos nesta sexta-feira, a 134,10 dólares por tonelada, acumulando uma queda de 2,83 por cento na semana, igualando cotação registrada em 20 de março e pouco acima da mínima do ano, de 132,90 dólares, registrada em 14 de março.

Foi a maior queda semanal desde o período encerrado em 15 de março, de acordo com dados do Steel Index.

Os preços do minério de ferro --maior fonte de receita das gigantes Vale e Rio Tinto-- teve queda em 9 das últimas 10 sessões.

A Baoshan Iron and Steel, maior siderúrgica chinesa listada em bolsa, disse nesta sexta-feira que os preços do minério de ferro devem ficar em torno de 130 dólares por tonelada no resto do ano em função da demanda por aço, que não deverá melhorar significativamente.

A Vale avaliou na quinta-feira que o preço do minério de ferro deverá ficar entre 110 e 160 dólares por tonelada neste ano, oscilando entre estoques baixos na China atualmente e um esperado aumento na oferta da Austrália (principal exportador) esperado para o segundo semestre.

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