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Corrida bancária e incertezas com a Espanha continuam a preocupar o mercado
São Paulo – Parte dos investidores esperava nesta segunda-feira um alívio ou algo parecido a uma bomba sobre os mercados financeiros após o resultado das eleições na Grécia realizadas no domingo. Apesar disso, o final não foi nem um e nem outro com a vitória de um partido conservador. As bolsas reagiram com ceticismo e não precificaram um cenário de melhora relevante. No mercado de títulos das dívidas dos países foi ainda pior. A desconfiança em relação à Espanha cresceu e os papéis de 10 anos chegaram a 7%, um nível considerado alarmante.
“Qualquer consolo para os mercados vindo do resultado da eleição na Grécia deverá ser de vivência curta. Até a Alemanha estar disposta a pagar a conta por parte da reestruturação da zona do euro e reconhecer que a união monetária implica em uma maior integração fiscal, política e bancária, a crise irá continuar”, ressalta a economista-chefe do canadense BMO Capital Markets, em relatório.
O partido Nova Democracia (ND) venceu o pleito com 29,66% dos votos. Em segundo lugar ficou o esquerdista radical Syriza com 26,89% e, por fim, o terceiro colocado foi o socialista Pasok, com 12,28%. “Continuamos negativos sobre o euro porque a incerteza política na Grécia não deve chegar a um fim em breve e, portanto, as questões sobre a permanência do país na zona do euro irão continuar a assombrar a moeda por vários meses”, ressalta Gareth Berry, estrategista de moedas do UBS.
Agora, um próximo passo poderá ser uma renegociação dos termos do acordo entre a Grécia e a Troika - Banco Central Europeu (BCE), a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – para encontrar um meio termo para promover o crescimento, mas sem relaxar muito a austeridade. Uma fonte da UE disse hoje para a agência de notícias EFE que uma solução poderá ser dar mais dois anos para a Grécia cumprir as reformas exigidas como contrapartida para a assistência financeira de 240 bilhões de euros.
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