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Pressão por remuneração é um dos motivos que leva profissionais do mercado financeiro a ferir princípios éticos
São Paulo – O escritório de advocacia especializado no mercado financeiro Labaton Sucharow, com sede nos Estados Unidos, divulgou os resultados de uma pesquisa que conduziu para medir o nível de ética no mercado financeiro.
No estudo divulgado nesta terça-feira, o escritório afirma que após a quebra do Lehman Brothers em 2008, uma série de medidas governamentais foram tomadas para regular melhor o mercado financeiro. Uma dessas medidas é um programa da SEC (Securities and Exchange Commission) para receber denúncias sobre fraudes e operações proibidas no mercado financeiro. Ainda assim, aponta o relatório, a ética parece não ser prioridade em Wall Street.
A pesquisa entrevistou 500 profissionais do mercado financeiro nos Estados Unidos e Londres sobre ética em operações no mercado. O resultado, em alguns casos, foi considerado “alarmante” pelo escritório.
Entre os números destacados, a pesquisa apontou, por exemplo, que 26% dos entrevistados já observaram ou souberam de operações erradas em suas empresas. Quem não viu, pode ver em breve, já que 12% dos entrevistados acredita que funcionários de suas empresas poderiam cometer algo ilegal ou antiético para ter sucesso em alguma operação.
Entre os entrevistados, 41% disseram que colocariam a mão no fogo por seus colegas de trabalho e acreditam que eles “definitivamente não” entrariam em algum esquema ilegal.
Provavelmente não é o caso de Greg Smith, executivo que trabalhou no Goldman Sachs e se demitiu publicamente por achar que o banco colocava seus próprios interesses antes do dos clientes.
Por que eles mentem?
Um comportamento ilegal ou antiético no mercado financeiro, na opinião de alguns entrevistados, é a chave para o sucesso. Num mercado difícil e competitivo, 24% das pessoas que responderam o estudo disseram acreditar que as regras devem ser quebradas por quem quiser ser bem sucedido.
A competição interna também pode incentivar. No mercado financeiro, a remuneração variável é muito comum e 30% dos entrevistados disseram que seus bônus e metas exercem pressão para comprometer princípios éticos ou violar leis. 23% dos entrevistados apontaram outros fatores de pressão.
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