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Plataforma de petróleo da norueguesa Statoil
Londres - Os contratos futuros do petróleo operam em alta nesta terça-feira, sustentados pela esperança de que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sinalizará hoje a disposição do banco central dos EUA de adotar novas medidas de estímulo após a recente série de dados fracos da economia norte-americana.
A partir das 11h (de Brasília), Bernanke fará seu depoimento semestral ao Senado. Amanhã, o presidente do Fed falará na Câmara.
Às 9h (de Brasília), o contrato do petróleo Brent avançava 1,1%, para US$ 104,51 por barril. O contrato do petróleo WTI subia 0,34%, para US$ 88,73 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os preços do petróleo também ganharam suporte após o incidente no Golfo Pérsico entre um navio da Marinha dos EUA e um barco pesqueiro, que ajudou a redirecionar a atenção do mercado para a questão da oferta de petróleo, já ameaçada pelas tensões geopolíticas que cercam o Irã e seu polêmico programa nuclear. Ontem, artilheiros a bordo de um navio de abastecimento norte-americano abriram fogo contra o barco na costa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, matando uma pessoa e ferindo três.
Investidores têm a esperança de que Bernanke talvez anuncie uma terceira rodada de relaxamento quantitativo. Rodadas anteriores levaram ao enfraquecimento do dólar, o que elevou os preços do petróleo ao baratear a commodity para os detentores de outras moedas. A fala de Bernanke se seguirá a uma série de dados conflitantes da economia dos EUA, incluindo um decepcionante relatório sobre vendas do varejo em junho.
"Qualquer sinal positivo de Bernanke pode levar o petróleo a subir, com o Brent testando o nível de US$ 105 por barril e o WTI de US$ 90", disse Myrto Sokou, analista da Sucden Financial. "Por outro lado, a ausência de comentários sobre medidas de estímulo pode gerar um novo movimento de venda no mercado de petróleo", completou.
De qualquer forma, qualquer ganho nos preços do petróleo pode ter vida curta assim que as deficiências econômicas mais amplas ressurgirem, segundo o Commerzbank. "Além dos riscos da oferta e da esperança de mais medidas de estímulo, existem hoje poucos argumentos que possam justificar a última alta no preço do petróleo", afirmou o banco em comunicado. As informações são da Dow Jones.
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