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Petróleo: mesmo excluindo a tensão no Oriente Médio, os riscos para a oferta no Mar do Norte estão dando algum suporte para os preços
Londres - Os contratos futuros de petróleo operavam em baixa na sexta-feira, com os investidores realizando lucros, após as altas observadas nas últimas sete sessões, e com notícias macroeconômicas pesando sobre os preços. Na quinta-feira, o governo dos Estados Unidos informou que houve um forte aumento nos pedidos de auxílio-desemprego, que as vendas de moradias usadas diminuíram para o menor nível em oito meses e que a atividade industrial se enfraqueceu.
"É bastante natural depois de grandes ralis que haja certo enfraquecimento em seguida", comentou Torbjorn Kjus, analista do mercado de petróleo da DnB Nor. Dennis Gartman, especialista e autor do Gartman Letter, afirmou que os investidores deram muita atenção à ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, pelo qual passa um terço do petróleo do mundo transportado pelo mar.
A presença naval dos EUA no Golfo Pérsico evitará que o Irã feche a passagem, disse Gartman, acrescentando que o oleoduto dos Emirados Árabes Unidos, que contorna o Estreito de Ormuz, poderá facilitar o fluxo de petróleo, caso o Irã realmente faça isso. "Temos certeza de que o prêmio político nos preços do petróleo bruto e dos derivados neste momento foi muito além da racionalidade e desejamos permanecer de lado", disse Gartman.
Mesmo excluindo a tensão no Oriente Médio, os riscos para a oferta no Mar do Norte estão dando algum suporte para os preços. O campo Buzzard será fechado por quatro semanas durante o terceiro trimestre para manutenção, o que reduzirá a produção de petróleo brent. Buzzard é o maior campo que contribui para produção do petróleo Forties, que é o principal componente do brent.
Às 8h15 (horário de Brasília), o WTI para agosto caía 1,24% na Nymex, para US$ 91,51 por barril, enquanto o brent para setembro recuava 0,99% na ICE, para US$ 106,73 por barril. As informações são da Dow Jones.
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