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A maior produtora de petróleo em profundezas de mais de 300 metros no oceano também pretende captar recursos junto a bancos privados e estatais para financiamentos
Rio de Janeiro/Nova York - A Petróleo Brasileiro SA está adiando uma volta ao mercado de dívida em dólar mesmo após a captação de US$ 7 bilhões, na semana passada, ter tido demanda de mais de três vezes o valor levantado, o que abre especulações de que os títulos da estatal terão um ciclo de alta.
Os papéis da Petrobras com vencimento em 2017 renderam 256 pontos-base mais do que os títulos do Tesouro americano de vencimento similar. Quando os bônus foram emitidos, em 1 de fevereiro, a taxa era de 290 pontos-base, de acordo com dados da Bloomberg. Os custos de captação para empresas de mercados emergentes com nota de crédito em grau de investimento, como a Petrobras, caíram 16 pontos-base no mesmo período, para 316 pontos-base, de acordo com o JPMorgan Chase & Co.
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse em 7 de fevereiro que a empresa não pretende fazer captações em dólar até 2013, o que levanta receios de que um excesso de demanda possa derrubar os preços. A empresa está levantando recursos para financiar seu plano de investimentos de US$ 224,7 bilhões até 2015, para dobrar sua atual produção de petróleo e explorar a maior descoberta das Américas em mais de 30 anos.
“A Petrobras é um ótimo exemplo de como se deve informar o mercado. Eles dizem ao mercado o que querem, precificam adequadamente e dizem a ele quando irão voltar”, disse Jeremy Brewin, que ajuda a administrar cerca de US$ 4 bilhões em títulos de países emergentes na Aviva Investors, em Londres. “Sensivelmente, eles mantiveram a captação em apenas US$ $7 bilhões, quando poderiam ter feito mais US$ 1 bilhão ou US$ 2 bilhões.”
Oferta em ienes
Os bônus da estatal com vencimento em 2021 pagam 150 pontos-base a mais do que títulos do governo brasileiro de prazo similar, comparado a uma diferença recorde de 164 em 30 de novembro, em meio a receios de que as vendas de dívida pela empresa criem excesso de oferta de papéis no mercado secundário, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A Petrobras vendeu US$ 2,75 bilhões adicionais dos papéis com prazo de nove anos como parte da oferta do começo do mês. A empresa tem classificação de risco A3 na escala da Moody’s Investors Service, dois níveis acima da nota soberana, e nota BBB nas escalas da Standard & Poor’s e da Fitch Ratings.
A Petrobras pode emitir títulos denominados em reais ou ienes, disse Barbassa. A maior produtora de petróleo em profundezas de mais de 300 metros no oceano também pretende captar recursos junto a bancos privados e estatais para financiar investimentos, disse ele. A empresa levantou US$ 9,6 bilhões nos mercados internacionais de dívida no ano passado, incluindo uma operação denominada em dólares de US$ 6 bilhões.
“Operações grandes uma vez por ano -- é isso o que fizemos e será mantido em 2012 e nos próximos anos”, disse Barbassa em entrevista por telefone da sede da Petrobras. “Nossa política é bem transparente. Nós a anunciamos há alguns anos e temos sido bem consistentes.”
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Jose
A NECESSIDADE DE TOMAR EMPRESTIMOS VULTOSOS E UMA PEDRA NO PESCOCO DA PETROBRAS E MAIS PESADA AINDA NA...
19.02.2012 | Ler comentário completo |