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DI | 26/06/2012 16:47

Pessimismo sobre Europa prevalece, mas juro reduz queda

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 marcava 7,65%, de 7,66% no ajuste

Márcio Rodrigues, do

Germano Lüders/EXAME

Bovespa

Bovespa: houve uma zeragem de posições no fim do dia em reação à queda das taxas de segunda-feira

São Paulo - Os investidores seguem pessimistas em relação ao encontro de cúpula da União Europeia nesta semana, ainda mais após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, dizer, em referência aos eurobônus, que não haverá compartilhamento de dívida na zona do euro enquanto ela estiver viva. A informação de que o governo brasileiro anunciará, na quarta-feira, um pacote de estímulos à economia foi importante, na leitura de alguns profissionais, para afastar as taxas das mínimas no período vespertino, gerando, inclusive, recuperação discreta da parte longa da curva. Um operador ponderou, no entanto, que houve uma zeragem de posições no fim do dia em reação à queda das taxas de segunda-feira.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (257.545 contratos) . O DI janeiro de 2014 (279.520 contratos) estava em 7,94%, de 7,95% na segunda-feira. Nos vértices mais longos, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (67.265 contratos) era de 9,33%, de 9,31% na véspera, enquanto a taxa do janeiro de 2021 (2.960 contratos) indicava 9,96%, de 9,92% no ajuste. Todas as taxas citadas terminaram nas máximas.

Além de Merkel, o presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), Jens Weidmann, afirmou que a criação de uma "união de dívida" na zona do euro adiará as muito necessárias reformas e quebrará, finalmente, promessas feitas ao povo alemão, quando o euro foi lançado. Ou seja, as autoridades alemãs parecem irredutíveis em relação à busca por um maior ajuste fiscal no Velho Continente, o que promete travar as discussões na cúpula da UE.

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