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No auge, o patrimônio de Eike chegou a US$ 34,5 bilhões em 27 de março, após ele vender uma fatia de 5,6 por cento na EBX para a Mubadala Development Co., de Abu Dhabi, por US$ 2 bilhões.
Grande vendedor
Apesar de aumentar sua fortuna pessoal, o acordo fez pouco no sentido de acalmar os acionistas. As ações continuaram desabando mesmo após Eike vender uma fatia adicional de US$ 300 milhões na EBX para a General Electric Co. em maio. A onda de vendas chegou ao ponto mais crítico quando a OGX anunciou no mês passado que estava cortando as metas de produção para seus primeiros dois poços em até 75 por cento, intensificando as dúvidas de investidores.
“O que é de fato verdade? E o que é só o fato de ele ser um ótimo vendedor?”, perguntou Henrique de La Rocque, que administra R$ 300 milhões na Brasif Gestão de Recursos no Rio de Janeiro. Ele disse que vai manter suas ações da OGX pelo menos até o“pânico” se reduzir.
Na nota enviada por e-mail, a EBX citou seus 30 anos de empreendimentos no desenvolvimento de oito minas de ouro e de uma mina de prata no Brasil, Canadá e Chile.
Eike foi atrás de -- e abandonou -- diversas companhias ao longo de sua carreira. Em 1999, ele vendeu um negócio no setor de água para uma unidade da Enron Corp. por US$ 55 milhões, dizendo à Bloomberg News após o acordo: “O ouro é uma indústria jurássica. A água é a indústria do século 21.”
"Encontrar investidores"
O sucesso de Eike vem do fato de ele encontrar os projetos certos e escolher boas equipes, de acordo com Carl Hansen, que passou uma década trabalhando com Eike na TVX Gold Inc. em Toronto nos anos 90.
“Sem dúvida ele tem talento para identificar ativos subvalorizados, aumentar o valor desses ativos fazendo o trabalho que tem de ser feito, e então encontrar os investidores para tocá-los adiante”, disse Hansen, que trabalhou para a TVX primeiramente como geólogo e depois como diretor de relações com investidores.
Como presidente e maior acionista da TVX, Eike levou o valor de mercado da companhia a um pico de mais de US$ 1,7 bilhão em 1996, investindo em projetos por todo o mundo. Uma série de processos jurídicos e cinco anos de queda no preço do ouro derrubaram o valor de mercado da empresa para menos de US$ 150 milhões no fim de 2000.
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