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São Paulo - Frequentemente apontado como principal responsável pela ascensão do mercado de capitais no Brasil, o Novo Mercado da Bovespa perdeu o brilho em meio a sinais de que várias empresas que compõem o segmento não estão legitimamente comprometidas com a boa governança, disseram especialistas em investimentos.
Inaugurado há dez anos com a oferta de ações da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), o ambiente --de adesão voluntária-- exige das integrantes a obediência a regras mais rígidas de transparência e respeito aos acionistas minoritários.
Muitas das companhias no segmento, entretanto, usam de criatividade e de brechas regulatórias para privilegiar os controladores em detrimento dos pequenos acionistas.
E a repetição de episódios polêmicos, envolvendo o não pagamento de tag along, que garante aos minoritários o mesmo preço oferecido pelas ações dos controladores em caso de venda do controle, tem colocado investidores na defensiva.
"O Novo Mercado não é garantia para o investidor. Não basta apenas pregar a chancela do segmento, as companhias precisam ter atitude e adotar ações de governança corporativa na prática", disse o diretor de investimentos do Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Marco Geovanne da Silva, em evento na BM&FBovespa nesta quinta-feira para comemorar os 10 anos do setor.
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