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Bovespa: a taxa do DI para janeiro de 2014 estava em 7,75%
São Paulo - O pacote para impulsionar a infraestrutura do setor de transportes no Brasil e as declarações da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, de que os juros domésticos convergem para "patamares próximos dos internacionais", abriram espaço para a redução das taxas dos DIs nos contratos futuros de longo prazo. A percepção de que, com os investimentos em rodovias e ferrovias, o atual gargalo de logística vai deixar de pressionar a inflação no futuro permitiu a retirada de prêmios na ponta mais longa da curva a termo. No trecho mais curto, as taxas ficaram próximas dos ajustes de terça-feira em meio à aposta de que, na reunião deste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic de 8,00% para 7,50%. E para o encontro de outubro, já há praticamente consenso de que haverá um corte adicional de 0,25 ponto porcentual.
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (164.275 contratos) marcava 7,25%, mesma do ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2014 (274.485 contratos) estava em 7,75%, também a mesma do dia anterior. Na ponta mais longa, que reagiu em baixa às notícias do dia, o DI para janeiro de 2017 (68.565 contratos) tinha taxa de 9,15%, ante ajuste de 9,22%, e o DI para janeiro de 2021 (3.135 contratos) marcava 9,78%, de 9,85%.
Pela manhã, Dilma citou a busca por juros compatíveis "com nossa situação macroeconômica e com a importância de nossa economia", ressaltando a convergência para "patamares próximos dos internacionais". Para profissionais ouvidos pela Agência Estado, a fala de Dilma reforça a perspectiva de que a Selic continuará caindo e que o governo pretende mantê-la em patamares baixos.
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