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“Consideramos remota a possibilidade de uma oferta obrigatória para os acionistas minoritários", diz analista
São Paulo – Os acionistas minoritários da Usiminas não devem ser beneficiados com uma extensão da oferta que culminou na compra da participação 43% da siderúrgica pela Ternium e Tenaris. O negócio foi fechado no domingo por um valor de 4,1 bilhões de reais. A notícia foi antecipada pelo blog Faria Lima, de EXAME.com O preço por ação ficou em 36 reais, aproximadamente 80% acima do fechamento de sexta-feira.
As ações preferenciais de classe A (USIM5) atingiram a máxima de 6,6% nesta sessão, negociadas a 11,30 reais. Os papéis ordinários (USIM3) subiram 5,3%, para 20,75 reais. A Confab (CNFB4), que também participou da aquisição com a compra de 25 milhões de papéis, vê as suas ações em forte queda de 11,8%.
“Consideramos remota a possibilidade de uma oferta obrigatória para os acionistas minoritários ON, pois não acreditamos que isso constitua uma “mudança no controle” e observamos que o Grupo Nippon será o maior acionista ON, apesar de continuar com menos de 50% do total das ações ON e menos de 50% do total de ações do Grupo de Controle”, explica Jonathan Brandt, analista do HSBC, em um relatório.
Ele manteve a recomendação neutra às ações preferenciais de casse A, com um preço-alvo de 13 reais. A indicação para as ordinárias é de alocação abaixo da média (underweight), com um preço-alvo de 15 reais. "O fato da Nippon manter-se no acordo de acionistas, inclusive com participação majoritária, não deve configurar-se como troca de controle e, consequentemente, o tag along não é devido", avalia Victor Penna, do BB Investimentos.
Sinergia
Brandt analisa que a Usiminas poderá elevar a produção de placas de aço para atender a Ternium, o que poderia aumentar a taxa de utilização da capacidade produtiva, hoje em 70%, “o que deveria, em termos de margem, ajudar a lucratividade de certa forma”, afirma.
“Também poderia haver sinergias de suprimentos, mas o maior benefício em potencial, isto é, a Ternium ajudar a melhorar a eficiência na gestão dos ativos da Usiminas, provavelmente ainda não daria frutos por muitos anos. Dessa forma, não prevemos mudanças relevantes em nosso modelo nesse momento”, destaca.
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