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São Paulo – As ações das companhias que integram o setor de saúde no Brasil estão com um desempenho superior ao do Ibovespa no ano e ainda assim mais atrativas hoje do que há três meses, avalia a equipe de pesquisa do HSBC.
Em relatório, o analista Luciano Campos incorporou em sua análise as expectativas para os resultados que serão apresentados pelas empresas do setor, referentes ao segundo trimestre, e concluiu que a Odontoprev é a única que apresenta fundamentos que podem potencializar os papéis da companhia.
A Odontoprev deverá expandir sua margem Ebitda em aproximadamente 5 pontos percentuais no segundo trimestre, especialmente por conta das baixas pressões nos custos e diluição das despesas de forma mais rápida, explica Campos.
O preço-alvo para os papéis é de 31,50 reais em 12 meses para as ações ordinárias da companhia (ODPV3), o que representa um potencial de valorização de 15,38% frente à cotação de 27,30 reais vista no fechamento do último pregão. A recomendação é neutra.
O analista prevê que a companhia contabilize 165 mil novos associados ao seguro saúde no segundo trimestre, mas que adicione outros 650 mil durante a segunda metade do ano. A receita líquida deve ficar em 228,9 milhões de reais, cifra 38,4% maior na comparação anual.
O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações) deve ficar em 60 milhões de reais, 67,8% maior do que o visto entre abril e junho de 2010. A Odontoprev publica seus números no dia 4 de agosto, após o fechamento dos mercados.
Amil
Para a operadora de planos de saúde Amil (AMIL3), a equipe de pesquisa do HSBC projeta um segundo trimestre “relativamente bom”, auxiliado pelas recentes aquisições da empresa, por uma melhor margem bruta e por um índice de sinistralidade melhor.
No entanto, a “sazonalidade e a consolidação de três aquisições – Samaritano, Saúde Excelsior e Pasteur – podem dificultar a interpretação dos resultados, afastando os investidores até que eles vejam dados trimestrais adicionais”, opina Campos.
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