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São Paulo – Os analistas do Morgan Stanley não estão muito confiantes com o cenário para as ações ligadas a commodities no Brasil. Em relatório enviado para clientes, o analista Carlos de Alba afirmou que, após um estudo em campo para as empresas do setor, uma das conclusões é de que a história do Brasil está se deteriorando para o setor, ao passo de que o crescimento do país está agora mais dependente de ações governamentais.
Com um estudo ‘presencial’ das companhias dependentes de commodities no Brasil, a conclusão básica apresentada no relatório é de que o cenário parece mais positivo para minério de ferro do que para aço e celulose.
“Em mineração, a Vale continua sendo nossa ‘top pick’. A MMX está progredindo com sua estratégia, mas o alto risco de execução para seu valor persiste. Em aço, achamos que ainda é cedo para o cenário virar positivo”, afirmou o analista.
Sobre o setor de papel e celulose, a Klabin é apontada como a “melhor história”, mas dona de um papel caro.
Confira todas as recomendações do Morgan Stanley para as ações ligadas a commodities.
| Empresa | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de valorização |
|---|---|---|---|
| Vale (ADR) | Overweight | US$ 28,4 | 42% |
| MMX | Underweight | R$ 6,60 | -19% |
| Gerdau | Equal-Weight | R$ 20,10 | 21% |
| CSN | Underweight | R$ 18,00 | 24% |
| Usiminas | Underweight | R$ 11,40 | 10% |
| Klabin | Equal-Weight | R$ 9,00 | 2% |
| Fibria (ADR) | Equal-Weight | US$ 9,1 | 25% |
| Suzano | Underweight | R$ 7,70 | 14% |
Cenário
Sobre o cenário geral que influencia as ações de empresas que dependem de matérias-primas, o Morgan Stanley destaca que o crescimento do país, atualmente, para ser dependente das ações governamentais.
A direção de algumas empresas apresentaram preocupações com uma produção industrial que não cresce e uma economia que tem expansão fraca. “Essas notícias são negativas para os produtores de aço e papel, especialmente Usiminas e CSN, que tem foco no mercado doméstico, e a Suzano, que está perdendo espaço na produção de papelão e P&W [sigla em inglês para papel e madeira]”, afirmou o analista Carlos de Alba no relatório.
O analista diz que as empresas com as quais se encontrou esperam que os esforços do governo para reduzir impostos, aumentar os investimentos e depreciar o real impulsionem a expansão da economia doméstica no segundo semestre.
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