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Mercados | 19/06/2012 06:03

Novela Redecard e Itaú se arrasta sem detalhes

Mercado cobra mais detalhes das relações comerciais entre as empresas

Alexandre Battibugli/EXAME

Autoatendimento do Itaú

As ações da Redecard acumulam uma valorização de 18% no ano

São Paulo – Os acionistas da Redecard (RDCD3) aguardavam ansiosos pelo novo relatório de avaliação dos seus papéis com o objetivo de aumentar o valor da oferta lançada pelo Itaú em fevereiro deste ano por 35 reais para cada ação. Mas o resultado não foi o esperado. O laudo publicado pelo Credit Suisse, a pedido dos minoritários liderados pelo Lazard, chegou a uma faixa de preços apenas 1,4% superior à primeira avaliação realizada.

O intervalo estimado pelo CS ficou entre 34,66 reais e 38,12 reais, enquanto que o realizado pela Rothschild & Sons, contratada pelo banco, estimou um valor entre 34,18 reais e 37,59 reais. O Itaú então reiterou a proposta inicial que avalia a segunda maior processadora de cartões de crédito do Brasil em 11,8 bilhões de reais, atrás da Cielo (CIEL3). A maioria dos sete analistas consultados por EXAME.com sugerem a participação na oferta, mas pedem um nível maior de detalhes das relações comerciais entre as empresas.

Confira abaixo um trecho de cada análise:

Excessivamente conservadora

HSBC Global Research - Paulo E. Ribeiro

"Reiteramos nossa classificação de OW para as ações RDCD3, com PA de R$39, com base em um modelo FCD [Fluxo de Caixa Descontado] de oito anos. Acreditamos que a avaliação do CS foi excessivamente conservadora em termos do crescimento do volume de cartões de crédito e débito e quanto à receita financeira gerada pela antecipação de recebíveis".

Não venda!

Santander - Henrique Navarro e Renato Schuetz 

“Com essa situação em vista, retornamos a nosso cenário original de que o Itaú não pode arcar com mais um ano de espera, pois seria um tempo excessivamente longo para seus planos de integração. Continuamos a acreditar que, na data do leilão, os investidores terão a oportunidade final para pressionar por um preço ligeiramente mais alto que os R$35,00 por ação. Mantemos nossa posição de “não vender a R$35,00”.

Preço é justo

Deutsche Bank - Mario Pierry , Marcelo Cintra e Tito Labarta 

“Acreditamos que os acionistas não têm muitas opções com o preço da oferta a 35 reais dentro do intervalo tanto da Rothschild quanto do Credit Suisse, e continuamos a acreditar que o preço é justo. Esperamos que o acordo seja completado em agosto/setembro, pois o Itaú precisa enviar um esboço do edital para a CVM”.

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