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O CSHG lembra, contudo, que a deflagração do novo momento começou na decisão de política monetária do Banco Central no último dia 31 de agosto. Naquele dia, o BC pegou o mercado de surpresa com um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, levando-a para 12% ao ano. A decisão quebrou o “paradigma operacional anterior”, diz o texto.
“Desde então, temos visto uma ação concertada do governo brasileiro no sentido de reduzir os juros, desvalorizar o câmbio, dar incentivos a determinados setores industriais ao mesmo tempo em que força setores vistos como “ganhadores” a aumentarem seus investimentos. O ponto mais recente é a ação pela redução do spread bancário”, explica o gestor.
Certo ou errado?
A gestora não quer dar a resposta, mas ressalta que a evidência histórica mostra que os mercados acionários passam por quedas estruturais dos múltiplos em períodos de bull market in politics, “e essa é uma das razões por que mantemos uma posição menor neste mercado”. Segundo eles, haverá ganhadores (alguns setores industriais) e perdedores (bancos e setores cíclicos com baixo retorno sobre o capital).
“Ao mesmo tempo, a história brasileira tem um viés inflacionário e as decisões atuais parecem reforçar tal viés, por isso estamos comprados em inflação implícita. E no câmbio, continuamos comprados em dólar”, avaliam.
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