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Goldman Sachs estabelece relação entre Olimpíadas e mercado financeiro
São Paulo – No mesmo relatório em que estimou 18 medalhas para o Brasil em Londres, o Goldman Sachs estabeleceu uma relação entre as Olímpiadas e o mercado financeiro e trouxe boas expectativas para o país.
O banco levantou um histórico dos principais índices dos oito últimos países que tiveram o anúncio de que receberiam o evento, incluindo Brasil (Rio de Janeiro) e Inglaterra (Londres), mesmo que os eventos ainda não tenham acontecido.
Sem considerar esses dois, a boa notícia para ficar de olho é que o desempenho da bolsa em todos os países-sede superou a referência internacional, o índice MSCI World, nos 12 meses após o evento. “Isso aconteceu independentemente do tamanho da economia ou do desenvolvimento”, analisam Francesco Garzarelli e George Cole, do Goldman Sachs.
Segundo eles, uma das hipóteses que isso pode sugerir é que os mercados financeiros são incentivados pelo apelo internacional dos jogos.
Já considerando Rio e Londres, as duas últimas sedes anunciadas, o banco apontou que os retornos nos principais índices dos países-sede nos dias seguintes ao anúncio superaram a referência global.
O anúncio do Rio de Janeiro como sede das Olímpiadas fez com que o Ibovespa tivesse uma alta dois pontos superior à da referência internacional.
Apenas China e Inglaterra não tiveram uma performance superior ao índice global. No caso da Inglaterra, lembram os analistas, ocorreu uma série de atentados em Londres logo após o anúncio da escolha da cidade, derrubando o FTSE em 1,3% naquele dia e anulando os efeitos históricos.
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