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De quem é a culpa? Para o Citi, é a mudança na política monetária
São Paulo – A crise internacional não sai do noticiário e tem sido apontada por muitos como a responsável pela queda na bolsa brasileira e a disparada do dólar em relação ao real. Mas as preocupações com o futuro da zona do euro realmente respondem sozinha pela fuga recorde da moeda americana do Brasil em maio (a saída financeira foi a maior desde 2008) e o desempenho mais fraco em relação às demais moedas de países emergentes? Essa foi a pergunta feita pelo Citi em um relatório publicado nesta semana.
“A desvalorização do real foi (...) bem agressiva se comparada com a registrada por outras moedas latino-americanas. Isso nos levou a criar uma metodologia simples para determinar se os fatores por trás da oscilação da moeda no curto prazo são na realidade mundiais ou locais”, destacam os analistas Joaquin A. Cottani e Camilo Gonzalez. A ideia é a de que o câmbio tende a oscilar na mesma direção dos emergentes e, portanto, qualquer performance superior ou inferior no médio prazo se explica com fatores locais.
“Portanto, é provável que a performance inferior do real recentemente esteja relacionada a características idiossincráticas. Uma comparação com a Turquia sugere que a mudança na política monetária possa ser o fator por trás desse comportamento. Nossos colegas em Bogotá também apontam para fatores locais como causadores da performance superior do peso colombiano, quando comparado com outras moedas de mercados emergentes”, explicam.
As evidências e os motivos
O coeficiente de beta de 1,19 (a relação em 1 sugere uma variação em linha com a média, enquanto acima de 1 indica maior e, abaixo, menor) de nossa regressão simples sugere que o real tende a ter um rali um pouco maior do que os pares durante períodos de alto risco. “Entretanto, isso é suficiente para explicar o significante desempenho abaixo do esperado em relação às outras moedas?”, pergunta o Citi.
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