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Mercados | 04/07/2012 21:20

“Não vamos facilitar a concorrência”, diz Edemir Pinto

Presidente da BM&FBovespa disse que preocupação com a entrada de uma nova bolsa no país é “zero”

Germano Lüders/EXAME

O presidente da BM%26FBovespa, Edemir Pinto

Na opinião de Edemir Pinto, o relatório sobre a concorrência “frustrou” a bolsa

São Paulo – “É claro que apoiamos que exista concorrência, mas facilitar, nós não vamos”. Foi assim que Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, resumiu sua opinião sobre a presença de uma nova bolsa operando no Brasil. Segundo ele, a preocupação com uma possível concorrente é “zero”.

Durante o evento Melhores e Maiores, da revista EXAME, o executivo disse que, pelo menos até 2014, a bolsa brasileira não tem a intenção de prestar serviços para terceiros e que está focada em investimentos que irão dar ganhos de escala, que serão transferidos para os clientes e as corretoras.

Com essa estratégia, a BM&FBovespa não irá ceder o uso da sua clearing house, a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que é a contraparte para o mercado de ações e de renda fixa e responsável pela fiscalização dos pagamentos e recebimentos.

Concorrência não preocupa

“Quando fizemos a fusão da BM&F com a Bovespa, já nascemos como uma empresa preparada para isso”, disse Edemir Pinto sobre a concorrência.

Na opinião do executivo, a entrada de um novo concorrente será mais difícil conforme o tempo passa porque a BM&FBovespa tem investido em projetos que a deixariam em melhor posição competitiva frente outras empresas.

“Para uma nova bolsa ter sucesso aqui, precisaria chegar já com um modelo verticalizado”, disse.

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