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Marfrig | 23/12/2011 15:43

Molina nega manipulação de ações e diz que vai processar Empiricus

Controlador admite, contudo, que pode melhorar as notas explicativas dos balanços

  
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Gustavo Kahil/EXAME.com

Marcos Molina, CEO e controlador do grupo Marfrig, em 23 de dezembro de 2011

"Eles alugam a ação, soltam um relatório e usam a imprensa para dar publicidade para isso"

São Paulo – O controlador e CEO do frigorífico Marfrig, Marcos Molina, negou que esteja adquirindo ações da própria empresa com o objetivo de manipular o preço. “Eu comprava durante o dia e deixava um pouco para o final, mas não era para manipular o preço e sim para defendê-las”, disse ele nesta sexta-feira em uma entrevista para EXAME.com na sede da companhia em São Paulo.

Molina afirmou em um comunicado publicado no dia 19 de outubro que começou a comprar as ações motivado pela “confiança nos sólidos fundamentos da companhia e em seu significativo potencial de criação de valor”. O executivo voltou a adquirir ações no dia 11 de novembro, assim que o período de silêncio para a publicação do balanço do terceiro trimestre se encerrou, e continuou até o dia 24.

A casa de análise Empiricus questionou em um relatório publicado no dia 14 de dezembro a atuação do controlador concentrada no final de cada pregão por meio da análise das operações feitas pela corretora Umuarama. “Em média 40% das compras [no período de 29 de setembro a 24 de novembro, excetuando o quiet period]da corretora foram feitas nos últimos 15 minutos”, destacou o texto assinado pelos analistas da Empiricus, liderados por Rodolfo Amstalden.

“Quando a ação caiu para perto de 8 reais e já tínhamos divulgado os resultados da empresa, vários fundos começaram a operar vendidos. Então, quando chegava no fechamento da sessão a ação caía uns 3% após subir 1%. Isso sem notícia alguma. A ação chegou a valer apenas 35% do patrimônio líquido. Para mim, o melhor investimento é na própria empresa e aí resolvi comprar. Estava muito barato”, justifica Molina.

Segundo ele, tudo foi feito de acordo com as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e com as compras feitas por apenas uma corretora para aumentar a transparência. “É um direito meu e isso é realizado de maneira totalmente transparente, respeitando o prazo legal”, ressalta. Molina não confirma se ainda continua a comprar as ações no mercado, mas continua de olho.

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