São Paulo - A bolsa brasileira subia cerca de 1 por cento nesta sexta-feira, quando ações globais e o petróleo se recuperavam expressivamente graças à expectativa de mais estímulos na Europa e investidores saíam à procura de pechinchas.

Às 11:23 o Ibovespa subia 1,05 por cento, a 38.114 pontos. O giro financeiro do pregão era de 553 milhões de reais.

O principal índice da bolsa fechou em leve alta na quinta-feira, de 0,19 por cento, a 37.717 pontos, depois de renovar mínima desde 9 de março de 2009 na quarta-feira.

Continuavam repercutindo neste pregão comentários do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, corroborando apostas de mais estímulos, ao passo que o petróleo subia mais de 5 por cento, tornando investidores mais propensos ao risco.

"A semana foi marcada por muita volatilidade atrelada a preocupações globais, seja desaceleração econômica por conta da China ou a onda de vendas no mercado norte-americano. Agora termina com uma cara de alívio, mas não significa que as preocupações acabaram", disse o analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora.

No noticiário doméstico, a prévia da inflação oficial iniciou o ano com desaceleração, mas registrou o pior resultado para o mês de janeiro e o acumulado mais alto em 12 meses desde 2003, num momento em que o Banco Central decidiu deixar a taxa básica de juros inalterada.

Destaques

- PETROBRAS subia 2,9 por cento, acompanhando a alta do petróleo , de mais de 5 por cento, com uma onda de frio atingindo Estados Unidos e Europa.

Mas a commodity ainda operava próxima a seu menor patamar desde 2003 e caminhava para a maior baixa em janeiro em ao menos 25 anos. Mais cedo nesta semana, os papéis da Petrobras haviam renovado mínimas desde 2003.

-VALE subia 1,8 por cento nas preferenciais, em dia de alta de 2 por cento do minério de ferro no mercado à vista na China. O movimento ocorria apesar da notícia de que a mineradora teve paralisadas as vendas externas a partir do porto de Tubarão, no Espírito Santo, responsável pelo embarque de mais de 30 por cento da produção da companhia, cumprindo decisão judicial motivada por questões ambientais.

- FIBRIA e SUZANO caíam 3,1 e 2,7 por cento, respectivamente, em dia de baixa do dólar ante o real. O Goldman Sachs elevou o preço-alvo das ações da Fibria para 47,20 reais, mas cortou o preço-alvo de sua ADR para 11,80 dólares.

Para Suzano, o preço-alvo foi reduzido para 16,20 reais pelo banco.

- ELETROBRAS, fora do Ibovespa, subia 2 por cento nas ordinárias, após matéria no jornal O Globo afirmar que o governo federal promoverá uma capitalização de 5,95 bilhões de reais na elétrica. A previsão desse aporte, que equivale à segunda parcela do bônus de assinatura cobrado pelo governo no leilão de usinas hidrelétricas antigas no ano passado, consta do Orçamento de 2016, sancionado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.

Tópicos: Ações, Bolsas de valores, Bolsas, Bovespa, Energia, Petróleo