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Mercado pressiona Meirelles a reduzir o ritmo do aumento da Selic
São Paulo - Os investidores estão revendo as suas apostas para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) a ser divulgada amanhã. A deflação de 0,09% do IPCA-15 de julho, ante a inflação de 0,19% em junho, surpreendeu o mercado. Além disso, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) marcou uma variação positiva de apenas 0,03% na segunda prévia de julho. O índice subiu 1,06% no mês passado.
As notícias desta manhã dão novos argumentos aos que defendem uma desaceleração no ritmo de aperto monetário iniciado no final de abril, quando a taxa básica de juros foi elevada de 8,75% ao ano para 9,5%. Atualmente, a Selic está em 10,25%. O mercado agora ampliou a expectativa de que o Banco Central aumente o juro em 0,5 ponto percentual.
Às 12h10, o contrato de juros futuros para janeiro de 2011 projetava 10,96%, ante 11,05% da véspera. O DI de janeiro de 2012 estava em 11,63%, contra 11,73% da segunda-feira. "Desde a semana passada houve um movimento agressivo em ter uma alta de meio ponto", analisa o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho.
Apesar disso, há uma grande crença de que o BC não mudaria o caminhar dos juros antes de emitir algum sinal para o mercado. Uma dessas dicas poderia ser uma divisão entre os diretores do BC, ou uma ata mais dura, aos moldes da divulgada em março. Naquela ocasião, a autoridade usou a ata para deixar claro que o juro subiria na reunião seguinte.
"O BC vai utilizar a ata da reunião para sinalizar uma mudança no ritmo, mas dessa vez deve subir 0,75 ponto percentual para manter a coerência dos comunicados. Uma certeza é a divisão de votos no comitê, assim como aconteceu na reunião de março", explica Velho. A decisão do Copom sai amanhã após o fechamento dos mercados. A ata da reunião será publicada na quinta-feira da próxima semana.
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