Aguarde...
AçõesUm ano após IPO, ação do Facebook caiu 31%
ResultadosUm ano após entrar na bolsa, ação do Facebook vale 31% menos
AltaPetróleo sobe pelo 3º dia seguido, ignorando alta do dólar
InvestimentoIFC tem US$2 bi para investir no Brasil e apostará em ações
FechamentoAs 10 ações que mais caíram e subiram na semana
PregãoBovespa fecha semana em alta com dados positivos dos EUA
BolsasDow Jones e S&P têm recordes em Wall Street
CâmbioDólar sobe 0,48% e volta a R$2,03, mas viés é de baixa
TaxasJuro tem dia de alta ainda em reação a presidente do BC
RatingFitch rebaixa ratings da OGX
A queda dos papéis da Marfrig é injustificável, pois a companhia deve se beneficiar de alongamento dos prazos, disse Jansen Moura, analista de dívida corporativa da BCP
Nova York - A Marfrig Alimentos SA lidera as perdas entre títulos de dívida corporativa brasileira. Para o Citigroup Inc. e a BCP Securities, isso significa que os papéis viraram uma barganha, depois que a oferta da empresa para renegociar sua dívida local ajuda a liberar caixa.
O rendimento da dívida em dólar do frigorífico com vencimento em 2018 deu um salto de 120 pontos-base em 25 de maio, para 15,01 por cento, segundo dados compilados pela Bloomberg. A disparada veio depois que o jornal Valor Econômico informou que a empresa está em negociações para rolar um pagamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O custo de captação para empresas com nota de crédito similar, caiu um ponto-base, ou 0,01 ponto percentual, para 7,94 por cento, segundo indices do Bank of America Corp.
A queda dos papéis da Marfrig é injustificável, pois a companhia deve se beneficiar de alongamento dos prazos e da manutenção do apoio do BNDES, disse Jansen Moura, analista de dívida corporativa da BCP. A Lupatech SA, maior fornecedora brasileira de equipamentos e serviços para exploração de petróleo, adiou em abril o pagamento de R$ 320 milhões ao BNDES relativos a debêntures.
“É uma forma de a empresa melhorar seu fluxo de caixa”, disse Moura em uma entrevista por telefone do Rio de Janeiro. “Parece algo razoável a fazer, dado que o BNDES é acionista e criou esse precedente positivo no passado.”
Os títulos da empresa rendem 1.222 pontos-base, ou 12,22 pontos percentuais, a mais do que dívida do governo brasileiro de prazo similar, comparado a uma diferença de 882 pontos há um mês, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A Marfrig tem classificação de risco B1 na escala da Moody’s Investors Service, quatro níveis abaixo do grau de investimento, e nota equivalente B+ na escala da Standard & Poor’s.
Rolagem de pagamento
A Marfrig tenta adiar até 2015 um pagamento de até R$ 270 milhões que vence em julho, de acordo com o Valor Econômico, que não revelou a fonte da informação. Quando questionado se a empresa havia negociado com o BNDES, Ricardo Florence, diretor de relação com investidores da Marfrig, disse em uma teleconferência em 15 de maio que a empresa estava tentando renegociar pagamentos de juros sobre debêntures conversíveis, quando foi perguntado se havia conversas com o BNDES.
Em 25 de maio, a assessoria de imprensa da Marfrig se recusou a fazer comentários para esta reportagem.
O BNDES disse em e-mail enviado em resposta a perguntas da reportagem que os termos do empréstimo não mudaram.
A queda dos títulos da Marfrig é uma “oportunidade de compra”, porque a empresa vai se beneficiar da depreciação do real, disse Eric Ollom, estrategista de dívida do Citigroup. A moeda brasileira perdeu 6,1 por cento em relação ao dólar este ano, com o dólar fechando a R$ 1,9874 em 25 de maio.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados