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São Paulo - As taxas dos contratos futuros de juros oscilaram pontualmente na manhã desta terça-feira mas fecharam o dia em queda, em especial nos vencimentos mais longos. À espera das reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE), quarta-feira e na quinta-feira, respectivamente, os investidores aproveitaram para embolsar parte dos ganhos verificados no fim da semana passada. No Brasil, os dados desta terça-feira não foram capazes de influenciar de forma consistente os DIs.
Ao fim da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (113.745 contratos) marcava 7,38%, ante 7,39% do ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (372.580 contratos) estava em 7,85%, ante 7,84% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (75.390 contratos) tinha taxa de 9,02%, na mínima, ante ajuste de 9,09%, e o DI para janeiro de 2021 (9.995 contratos) marcava 9,59%, na mínima, ante 9,68%.
"Os mercados estão em compasso de espera", resumiu o economista-chefe da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira. Segundo ele, os investidores aguardam as decisões de política monetária nos EUA e na Europa. Dependendo do que for anunciado, os ajustes no mercado de juros podem ser mais consistentes. "Se os BCs não encontrarem espaço para novos pacotes, pode ocorrer uma queda vertiginosa nas taxas. Por outro lado, se um pacote convencer o mercado, os ativos reais sobem bastante e os juros tendem a dar uma bela corrigida."
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