São Paulo - Os juros futuros sobem desde o início da manhã desta sexta-feira, 01, e aceleraram a alta, renovando as máximas da sessão. Esse movimento ocorre a despeito da produção industrial em setembro, que cresceu ante agosto, mas ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro.

Segundo profissionais de renda fixa, o principal motivo é a preocupação com a situação fiscal do País após a divulgação do déficit das contas públicas na quinta-feira, 31.

Os destaques são os juros de longo prazo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 chegou a abrir quase 20 pontos-base em relação ao ajuste da véspera. Às 11h16, estava em 11,66%, na máxima, de 11,47% no ajuste

O DI para janeiro de 2015 indicava 10,66%, de 10,57% na véspera. No trecho mais longo da curva a termo, os DIs para janeiro de 2021 e 2023 eram negociados acima de 12%.

Segundo uma fonte da área de renda fixa, o mercado ainda repercute os dados fiscais de ontem e "a ausência de medidas efetivas por parte do governo". Além disso, o dólar acima de R$ 2,25 e os juros dos Treasuries em alta contribuem para o movimento das taxas. "O câmbio desvalorizado está influenciando muito os juros", disse outro profissional.

A produção industrial subiu 0,7% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (de +0,4% a +2,0%), mas abaixo da mediana, que apontava alta de 1,2%.

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