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"Ontem os dados da indústria, hoje o IPC da Fipe e o BCE sem fazer nada. Juntando tudo isso, o mercado voltou a bater nas taxas", resumiu o gerente de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi. "Com isso, aumentou um pouco a probabilidade de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em outubro", disse. A Leme Investimentos, porém, segue projetando um corte de 0,50 em agosto e manutenção da Selic em outubro.
Pela manhã, o BCE anunciou a manutenção de sua taxa básica em 0,75% ao ano. Em entrevista, o presidente da instituição, Mario Draghi, foi evasivo ao comentar a possibilidade de adoção de novas medidas para ajudar os países em dificuldades. "Não há razão para ser específico sobre mais medidas extraordinárias. Comitês relevantes devem examinar outras medidas extraordinárias", afirmou.
Além disso, Draghi afirmou que diretoria do BCE discutiu as opções de políticas para enfrentar os problemas no processo de formação de preços nos mercados de bônus dos países da zona do euro, mas destacou que as autoridades do bloco precisam "estar prontas para ativar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) no mercado de bônus quando circunstâncias excepcionais nos mercados financeiros e os riscos à estabilidade financeira existirem".
A frustração com Draghi levou à queda das taxas dos DIs, que já recuavam em função dos dados industriais de quarta e do IPC da Fipe desta quinta-feira. Pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas informou que o IPC subiu 0,13% em julho, desacelerando ante o índice da terceira prévia do mês passado, de 0,19%. Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou taxa menor em cinco de sete cidades. Com uma inflação mais controlada, como sugerem os indicadores, em tese o BC teria espaço para continuar o atual ciclo de cortes da Selic.
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