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Bovespa: na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 8,94%, ante ajuste de 8,96%
São Paulo - Aos poucos, os investidores vão elevando as apostas de que o atual ciclo de baixa da Selic, atualmente em 8,00% ao ano, vai se prolongar até a reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom). Nesta quinta-feira as taxas dos contratos futuros de juros seguiram em trajetória de baixa, em meio à decepção com o Banco Central Europeu (BCE), que não anunciou estímulos à zona do euro. A atividade doméstica fraca, traduzida pelos dados ruins de da indústria divulgados na quarta-feira e a inflação mais amena, mostrada nesta quinta-feira pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, contribuíram para a retirada de prêmios da curva. Já são quatro sessões seguidas de recuos que, gradativamente, vão aumentando as chances de um corte adicional de 0,25 ponto porcentual da Selic em outubro.
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (64.235 contratos) marcava 7,34%, ante 7,36% do ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2014 (209.730 contratos) estava em 7,72%, ante 7,76% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (43.675 contratos) tinha taxa de 8,94%, ante ajuste de 8,96%, e o DI para janeiro de 2021 (1.410 contratos) marcava 9,52%, ante 9,53%.
O recuo gradativo dos juros esta semana responde à percepção de que a atividade no Brasil fraqueja, a inflação não assusta tanto e a Europa sinaliza novidades, mas sem entregar o prometido. Para se ter uma ideia, o contrato de DI para janeiro de 2014, que nesta quinta-feira fechou com taxa de 7,72%, marcava no ajuste da última sexta-feira 7,86%. Esta diferença de 0,14 ponto porcentual, apesar de pequena, vai aos poucos revelando a expectativa de que o BC promova, de fato, mais dois cortes da Selic - um em agosto e outro em outubro.
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