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A baixa de 10,9 por cento do real frente o dólar nos últimos três meses está ajudando a mitigar a queda na cotação do açúcar
Nova York - Os títulos em dólar do Grupo Virgolino de Oliveira registram a maior baixa em sete meses, o que para o Itaú Unibanco Holding SA e para o Banco BTG Pactual SA é sinal que os papéis se tornaram uma barganha à medida que usinas de cana aproveitam a recuperação dos preços do açúcar e do etanol e a queda do real.
A taxa dos títulos para 2018 do Virgolino dispararam 104 pontos-base para 12,04 por cento no último mês, no maior avanço desde o período encerrado em 4 de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg, para 12,12 por cento. O custo médio de captação de companhias com a mesma classificação de crédito B do Virgolino caiu 19 pontos-base no mesmo período para 7,53 por cento, segundo o Bank of America Corp.
O preço do açúcar está chegando ao limite de baixa depois que o excesso de oferta, que ajudou a derrubar os preços da commodity para perto da cotação mais baixa em um ano, diminui no Brasil, o maior produtor mundial. A baixa de 10,9 por cento do real frente o dólar nos últimos três meses também está ajudando a mitigar a queda na cotação do açúcar, denominada em dólar, para o Virgolino, disse Alexandre Muller, chefe de pesquisa em dívida corporativa do BTG.
O Virgolino é “um dos nomes que mais gostamos no universo de alto rendimento na América Latina”, disse Muller em entrevista por telefone de São Paulo. “Algumas pessoas ficaram com medo com o movimento que vimos em alguns dos contratos de futuros de açúcar de curto prazo. É uma boa oportunidade de compra.”
Os títulos para 2022 da companhia têm taxa 1.004 pontos-base maior que papéis com prazo semelhante do governo, contra diferença de 884 pontos-base há um mês, segundo dados compilados pela Bloomberg. A nota de crédito B do Virgolino está cinco níveis abaixo do grau de investimento e seis abaixo da nota soberana do País.
Cotação do açúcar
“Após o impacto inicial da crise com a dívida europeia, que fez os bonds de alto rendimento sofrerem, os fundamentos da companhia e do mercado de açúcar estão prevalecendo”, disse Carlos Otto Laure, responsável pela área financeira da empresa. “O mercado de bônus está começando a entender a empresa.”
O contrato futuro de açúcar bruto para entrega em julho subiu para 20,81 centavos de dólar por libra-peso após atingir 20,5 centavos em 2 de maio, a menor cotação para um contrato mais negociado desde 6 de maio de 2011. O produto atingiu o maior valor em 30 anos, de 35,31 centavos, em fevereiro de 2011. O preço médio caiu 7,8 por cento em moeda local este ano, para 40,1 centavos.
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