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Eu, robô | 23/04/2012 14:30

Irmãos de 16 anos enganam 75 mil investidores com “robô analista”

Acusados emitiam uma lista de ações selecionadas por um robô que não existia, uma fraude para deixar Madoff com inveja

Getty Images

Robô deitado

Robô analista - que não existia - deixa meninos ricos

São Paulo – Operações no mercado financeiro feitas com robôs são um instrumento sofisticado para investidores que buscam ganhos e boas operações em curtos espaços de tempo. Pensando nas oportunidades que a modalidade traz, dois irmãos do Reino Unido inventaram um esquema para fazer com que investidores acreditassem que uma moderna ferramenta estava sendo utilizada para seus investimentos.

Em 2007, os gêmeos Alexander John Hunter e Thomas Edward Hunter, na época com 16 anos de idade, deram início a um esquema que pegou 75 mil investidores – a maior parte, dos Estados Unidos - de jeito. Os irmãos estão sendo acusados de fraude pela Securities and Exchange Commission (SEC, autarquia que regula o mercado financeiro nos Estados Unidos). A pouca idade e a maneira como o esquema era feito é para deixar Madoff com inveja.

O objetivo era fazer com que investidores acreditassem que um moderno robô estava elegendo os melhores papéis para eles. Na verdade, a seleção era feita pelos próprios irmãos, que recebiam dinheiro para indicar alguns papéis “patrocinados”.

Como funcionava

A lista de ações escolhidas pelo que os investidores acreditavam ser um robô era distribuída por meio de uma newsletter, com uma assinatura anual que custava 47 dólares. A estimativa do regulador americano é de que eles podem ter arrecadado 1,2 milhão de dólares com essa venda de assinaturas.

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