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Graça Foster: "Petrobras e OGX estão puxando a bolsa, fazendo o índice descolar um pouco do cenário externo", afirmou o operador da corretora Renascença
São Paulo - O principal índice acionário da Bovespa subia pelo quinto pregão seguido nesta quinta-feira, puxado pelas ações da Petrobras, com o mercado repercutindo a forte redução de estoques de petróleo nos Estados Unidos e cortes de juros na China e na Europa.
Às 13h38, o Ibovespa avançava 0,85 por cento, a 56.553 pontos. Mais cedo, o índice chegou a oscilar no campo negativo, caindo 0,44 por cento na mínima. Na máxima, a alta foi de 1,22 por cento, chegando a zerar as perdas acumuladas no ano.
O giro financeiro da sessão era de 3,00 bilhões de reais.
"Petrobras e OGX estão puxando a bolsa, fazendo o índice descolar um pouco do cenário externo", afirmou o operador Luiz Roberto Monteiro, da corretora Renascença.
A preferencial da Petrobras subia 3,2 por cento, a 19,56 reais, e OGX tinha alta de 3,03 por cento, a 6,47 reais.
O avanço do petróleo ajudava a impulsionar o setor, com os futuros do Brent acelerando a alta após forte redução dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.
Ainda entre as ações mais negociadas na Bovespa, a preferencial da Vale avançava 1,02 por cento, a 40,42 reais.
"O mercado brasileiro está muito descontado, com as ações de empresas mais líquidas como Petrobras e Vale muito atrasadas", disse o supervisor de investimentos da Omar Camargo Corretora, Eduardo Dias. "(A alta) é mais um reordenamento após quedas recentes do que propriamente uma tendência bem definida." Em seis meses, a preferencial da Petrobras acumulava perdas de 14,75 por cento, e a da Vale tinha alta de 0,44 por cento, considerando o fechamento da véspera.
B2W subia pelo quinto pregão seguido e era novamente destaque de alta do Ibovespa, avançando 5,5 por cento, a 7,28 reais. Em seis meses, o papel tinha queda acumulada de quase 27 por cento, considerando-se o fechamento da véspera.
"Não vejo nenhum fator específico que faça a empresa ter esse desempenho", disse o analista Cauê Pinheiro, da corretora SLW. "É um movimento de mercado em um papel muito pressionado."
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