São Paulo - A Bovespa operava volátil nesta terça-feira, tentando firmar-se em território positivo, dividida entre alta das ações da Petrobras, mas pressionada por fraqueza no exterior e desdobramentos na cena política no radar.

Às 11:11, o Ibovespa caía 0,05 por cento, a 43.212,50 pontos. O volume financeiro era de 983 milhões de reais. Na véspera, o índice de referência do mercado acionário brasileirou saltou 4 por cento, alcançando o maior patamar de fechamento do ano.

O componente político voltou a afetar o mercado brasileiro, após nova etapa da operação Lava Jato.

Em nota a clientes, a equipe da Guide Investimentos disse que a nova fase da operação, deflagrada na segunda-feira e que envolve figuras importantes como o marqueteiro João Santana, tem o poder de acelerar o rito do processo de impeachment.

Santana desembarcou em São Paulo nesta terça-feira de manhã vindo da República Dominicana e foi imediatamente levado de avião pela Polícia Federal para Curitiba, onde estão concentradas as investigações da operação Lava Jato, disse por telefone um assessor do publicitário.

No exterior, índices futuros acionários nos Estados Unidos apontavam abertura negativa, enquanto os pregões europeus eram pressionados por notícias corporativas, com destaque para a mineradora BHP Billiton e o banco Standard Chartered .

Destaques

- PETROBRAS tinhas a preferenciais em alta 1,4 por cento e as ações ordinárias subindo 1,1 por cento, em sessão marcada por volatilidade do petróleo no exterior. Na segunda-feira, Petrobras ON chegou a saltar mais de 16 por cento.

- VALE mostrava as preferenciais de classe A com queda de 0,4 por cento e os papéis ordinários recuando 1 por cento, em nova sessão de alta do preço do minério de ferro.

A companhia informou que foi citada em uma ação judicial de 2 bilhões de reais relacionada ao desastre ambiental provocado pelo rompimento de uma barragem da Samarco em Mariana (MG).

- ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO também reverteram as perdas da abertura. O primeiro exibia estabilidade e o segundo avançava 0,4 por cento, ajudando o Ibovespa em razão da relevante fatia que ambos detêm no índice.

BANCO DO BRASIL subia 1,2 por cento e SANTANDER BRASIL caía 2,2 por cento, conforme seguem especulações de que o banco poderia entrar na disputa pelos ativos de varejo do Citi no Brasil.

- USIMINAS tinha acréscimo de 2,2 por cento, em meio a um início volátil do setor siderúrgico na bolsa, com dados mostrando alta mensal das vendas de aços planos no Brasil, mas queda na base anual.

A CSN, que subia 1,2 por cento, também informou na véspera que pretende tomar as medidas necessárias para cumprir exigência da bolsa de Nova York (Nyse) após seu ADS negociar naquele pregão abaixo de 1 dólar por mais de 30 dias, descuprindo as normas.

- FIBRIA e SUZANO PAPEL E CELULOSE também eram destaque entre as altas, com ganhos de 1,9 e 1,5 por cento, respectivamente, após dados da consultoria finlandesa Foex mostrarem preços praticamentes estáveis na base semanal de celulose de fibra curta na China e Europa.

- CETIP subia 1,3 por cento, conforme agentes financeiros seguem digerindo nova proposta da BMF&FBOVESPA para comprar a central depositária de títulos. A ação da operadora da bolsa brasileira caía 0,1 por cento.

- CEMIG tinha acréscimo de 1,1 por cento, tendo no radar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar novamente a reunião de conciliação entre a elétrica mineira e a União em torno do destino da hidrelétrica Jaguara.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em (Edição Alberto Alerigi Jr.)

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