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Crise | 23/07/2012 16:58

Índice do medo dispara e mostra cautela com Espanha

Referência do mercado para a volatilidade tem a maior alta diária desde novembro de 2011

©AFP / Philippe Huguen

Moeda de euro na frente da bandeira da Espanha

As regiões de Valência e Murcia já pediram ajuda financeira ao governo espanhol. Outras 6 regiões do país devem seguir o mesmo caminho.

São Paulo – O estresse dos investidores no mercado voltou a atingir níveis estratosféricos. O índice de volatilidade VIX do mercado ações está com a maior alta diária desde novembro de 2011. O índice do medo, conhecido assim por refletir o sentimento de confiança do investidor no mercado, teve uma alta de 25%, chegando a 20,41 pontos.

O VIX mede o custo para a proteção de curto prazo para uma cesta de ações do índice S&P500 expressado pelo mercado de opções. Um VIX alto como este mostra a resposta do mercado para os últimos acontecimentos envolvendo a crise espanhola- o preço aumenta quando os investidores sentem que os mercados podem cair.

O aumento da preocupação dos investidores veio com o anúncio de que, assim como Valência, a região espanhola de Murcia também irá o usar o programa do governo de 18 bilhões de euros para salvar suas finanças. Segundo reportagem do El País, outras 6 regiões pretendem seguir o mesmo caminho (são 17 no total). A ajuda do governo vai auxiliar as regiões a lidarem com seus empréstimos e vem com rigorosas condições fiscais.

O número grande de regiões precisando da ajuda do Estado eleva a desconfiança dos investidores em relação ao governo espanhol, que enfrenta dificuldades para cumprir seus objetivos de déficit e de aplicar os duros ajustes aprovados nas últimas semanas.

Também refletindo a insegurança no mercado espanhol, a taxa de risco do país, medida pela diferença com os papéis de prazo semelhante emitidos pela Alemanha, chegou aos 640 pontos básicos nessa segunda-feira, depois que o rendimento do bônus espanhol a dez anos alcançou pela primeira vez na história no mercado secundário de dívida 7,537%. O ágio que os investidores exigem pela compra de dívida soberana espanhola frente à alemã aumentou depois que o rendimento do bônus alemão a dez anos ficou em 1,135%.

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