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Brasil | 23/07/2012 14:37

Ibovespa cai forte por preocupação sobre resgate à Espanha

Índice da bolsa brasileira cai quase 3%, aos 52.577 pontos

Danielle Assalve e Asher Levine, da

Divulgação/BM&FBovespa

Bovespa 1

Pregão da Bovespa

São Paulo - A Bovespa tinha forte queda nesta segunda-feira, com a Europa voltando ao centro das preocupações de investidores, diante dos temores de que a Espanha estaria mais próxima de precisar de um resgate integral.

Às 13h45, o Ibovespa caía 2,98 por cento, a 52.577 pontos. O giro financeiro era de 2,93 bilhões de reais.

"A aversão ao risco voltou com força aos mercados. Vemos Europa voltando à tona e investidores adotando postura mais cautelosa", disse o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora.

A percepção de que a Espanha precisará de um resgate integral ganhou força após a pequena Múrcia indicar que se tornaria a segunda região do país a buscar socorro financeiro do governo central. Segundo a imprensa local, meia dúzia de regiões também estariam prontas para fazer o mesmo.

Os rendimentos dos títulos soberanos da dívida de 10 anos da Espanha subiram para mais de 7,5 por cento pela manhã, trazendo dúvidas sobre a capacidade do país --que está mergulhado em recessão-- de refinanciar suas obrigações financeiras nos mercados de capital.

"Está ficando claro que a Espanha precisará de ajuda e a percepção é de que a Itália será a próxima, e de repente, a Europa está enfrentando a UTI de novo", disse o diretor de estratégia e produtos da Infinity Asset, André Paes.

Investidores também voltaram a especular sobre eventual saída da Grécia da zona do euro, após reportagem da revista alemã Der Spiegel no fim de semana ter afirmado que o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderia se recusar a continuar dando apoio à Grécia. A notícia foi refutada pelo fundo nesta segunda-feira.

Os temores sobre a crise na Europa pesavam nas bolsas externas. Em Wall Street, o índice Dow Jones caía 1,02 por cento. Já o principal índice das ações europeias fechou em baixa de 2,36 por cento.

"Nosso mercado é muito sensível à aversão ao risco e sofre mais que outros mercados", disse Paes. "O Brasil paga pelo fato de ser o mais líquido entre os mercados emergentes.

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