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Pregão na Bovespa
São Paulo - O principal índice de ações da Bovespa tinha mais um pregão de alta nesta segunda-feira, retornando ao maior patamar em quase três meses, mesmo com queda das ações da Petrobras.
Às 13h30, o Ibovespa subia 1,68 por cento, a 58.215 pontos, no maior nível desde 11 de maio. O giro financeiro do pregão era de 3,1 bilhões de reais.
As ações preferenciais da Petrobras, que chegaram a cair mais de 5 por cento no início dos negócios, diminuíam as perdas para 2,16 por cento, a 19,51 reais.
A estatal conseguiu acalmar um pouco os investidores ao afirmar nesta manhã que os fatores que causaram seu primeiro prejuízo em 13 anos não devem se repetir na mesma intensidade nos próximos trimestres.
Na última sexta-feira, a Petrobras pegou o mercado de surpresa ao reportar prejuízo líquido de 1,346 bilhão de reais no segundo trimestre, resultado da desvalorização do real e da defasagem de preços dos derivados no mercado interno, além de queda na produção e maiores custos exploratórios.
"O mercado esperava um resultado fraco, mas não tão ruim quanto veio", disse o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos em Florianópolis.
Passado o susto inicial, ele avaliou que a recuperação parcial dos papéis reflete certo voto de confiança na nova presidência da Petrobras. "É até natural que o mercado dê um pouco mais de tempo para a nova presidente entregar os resultados que tem prometido... Mas o caminho vai ser duro." Enquanto isso, OGX saltava 6,6 por cento, a 6,13 reais. No ano, até o fechamento da véspera, a ação da empresa de petróleo e gás do bilionário Eike Batista acumulava queda de 57,78 por cento.
"Depois do resultado de Petrobras, é comum investidores trocarem de papel dentro do mesmo setor, vendendo Petrobras e comprando OGX", afirmou o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.
Ainda entre as blue chips, a preferencial da Vale avançava 1,3 por cento, a 36,99 reais.
A preferencial da Usiminas disparava 6,8 por cento, a 8,44 reais. O Goldman Sachs elevou nesta segunda-feira as estimativas de lucro e o preço-alvo das ações da siderúrgica, reiterando a recomendação de compra aos papéis.
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