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São Paulo - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de julho, acima do esperado, abriu espaço para a alta das taxas de juros na curva a termo. O movimento foi favorecido pelo relativo otimismo no exterior em função de comentários feitos nesta terça-feira pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, sobre a possibilidade de ações adicionais de estímulo à economia norte-americana. Esses fatores, que impactam diretamente a inflação no futuro, fizeram as taxas dos DIs subirem nos vencimentos de janeiro de 2014, janeiro de 2017 e janeiro de 2021. Já o janeiro de 2013 seguiu praticamente estável, precificando de forma majoritária um corte de 0,50 ponto porcentual da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim de agosto.
Ao término da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (375.865 contratos) marcava 7,47%, ante 7,45% do ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (511.750 contratos) estava em 7,78%, na máxima, ante 7,66% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (66.520 contratos) tinha taxa de 9,15%, ante 9,05%, e o DI para janeiro de 2021 (2.880 contratos) marcava 9,81%, ante 9,70%.
Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o IGP-10 apontou inflação de 0,96% em julho, ante a taxa de 0,73% em junho e a mediana projetada de 0,87% pelo mercado financeiro, conforme levantamento do AE Projeções. De acordo com a FGV, o principal responsável pelo avanço do indicador foi o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 10 (IPA-10), que foi de 0,73% em junho para 1,24% em julho. A alta foi influenciada pelos preços agropecuários, que passaram de 0,33% para 1,94% de aumento no período.
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