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Londres - O iene tinha forte queda frente ao dólar nesta segunda-feira, atingindo o menor patamar dos últimos três meses, depois que o Japão entrou nos mercados para conter a apreciação da moeda, embora operadores digam que mais intervenções seriam necessárias para garantir um impacto duradouro.
O dólar, ainda pressionado pela especulação de que o Federal Reserve afrouxará mais a política monetária, chegou a saltar mais de 4 por cento, para 79,55 ienes. Mais cedo, a cotação atingira a mínima recorde de 75,31.
Às 10h04 (horário de Brasília), o dólar subia 2,85 por cento, a 77,92 ienes
"Se o Banco do Japão quiser evitar que o dólar volte rapidamente para 76 ienes, ele precisará agir de novo para ser eficaz", disse Niels Christensen, estrategista de câmbio da Nordea em Copenhagen.
O ministro das Finanças Jun Azumi disse que Tóquio entrou nos mercados às 10h25 no horário local (23h25 de domingo no horário de Brasília) e que continuará intervindo até que esteja satisfeito com os resultados.
Enquanto isso, a crise de dívida da Europa deve dominar a cúpula do G20 na França, nos dias 3 e 4 de novembro, depois que um leilão de dívida da Itália na sexta-feira fez o país pagar rendimentos recordes. Há temor de que o plano anticrise da zona do euro deixe muitas questões mal resolvidas.
A forte alta do dólar contra o iene impulsionava a divisa dos EUA contra o euro, que devolvia parte da acentuada valorização da semana passada, recuando 0,95 por cento, a 1,4014 dólar
Também é possível que o dólar seja pressionado pela reunião do Fed, que começa na terça-feira e que pode explorar novas opções para estimular o crescimento.
Em relação a uma cesta de moedas, o dólar avançava 1,17 por cento.
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