São Paulo - O principal índice da Bovespa fechou em leve alta nesta quinta-feira, após renovar mínima em quase sete anos na véspera, amparado particularmente no forte avanço das ações ordinárias da Petrobras na esteira da disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.

O Ibovespa subiu 0,19 por cento, a 37.717 pontos. O volume financeiro somou 5 bilhões de reais.

Na véspera, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 1,08 por cento, a 37.645 pontos, renovando a mínima desde 9 de março de 2009.

No exterior, os contratos futuros de petróleo subiram, recuperando-se de mínimas de 12 anos registradas na véspera, após comentários do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, corroborando apostas de mais estímulos.

O titular do BC da zona do euro disse que seria necessário rever o posicionamento da política monetária da instituição em março, alimentando esperanças de mais "quantitative easing".

Os pregões em Wall Street também foram contaminados pelas expectativas ligadas ao discurso de Draghi e pelo avanço do petróleo, com o S&P 500 subindo cerca de 0,6 por cento e corroborando a trégua no mercado brasileiro.

Também repercutiu na Bovespa, embora em menor intensidade que em outros mercados locais, a manutenção da taxa Selic em 14,25 por cento na véspera, em decisão controversa do Banco Central, que adicionou incertezas entre investidores.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as ações ordinárias em alta de 6,07 por cento e as preferenciais com ganho de 1,58 por cento, na esteira da alta dos preços no petróleo. Na véspera, os papéis renovaram mínimas desde 2003. Operadores atribuíram a alta mais expressiva dos papéis ON à situação das ações no mercado de aluguel. - VALE não sustentou os ganhos e terminou com as preferenciais de classe A em baixa de 1,29 por cento e os papéis ordinários caindo 0,76 por cento, em meio à paralisação das exportações de minério de ferro da mineradora pelo porto de Tubarão (ES), além de recuo nos preços da commodity na China. No ano, as ações acumulam queda ao redor de 30 por cento.

- FIBRIA avançou 4,67 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, conforme o dólar seguiu avançando sobre o real na sessão e renovou máxima histórica de fechamento. SUZANO PAPEL E CELULOSE subiu 3,1 por cento. No ano, porém, as ações das fabricantes de celulose acumulam queda de 13 e 18 por cento, respectivamente.

- JBS ganhou 4,46 por cento e foi outro suporte relevante ao Ibovespa, também beneficiada pelo movimento no câmbio, assim como a fabricante de equipamentos WEG, que fechou com alta 4,47 por cento.

- MRV valorizou-se 2,22 por cento, após dados operacionais do quarto trimestre anunciados na véspera pela construtora voltada para o segmento de baixa renda, considerados resilientes por analistas.

- RUMO ALL desabou 8,18 por cento, conforme persistem preocupações com o endividamento da empresa de logística ferroviária, ampliando a queda acumulada em 2016 para quase 68 por cento. A empresa convocou Assembleia Geral Extraordinária de acionistas para 4 de fevereiro para deliberar sobre o cancelamento do aumento de capital.

- GRUPO PÃO DE AÇÚCAR caiu 4,88 por cento, após mudanças na diretoria. Analistas avaliaram positivamente o anúncio, embora sigam cautelosos com o cenário ainda desafiador para o grupo de varejo. Na véspera, as ações subiram quase 7 por cento na máxima com rumores sobre as mudanças.

Texto atualizado às 18h53

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