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Banco | 09/01/2012 11:56

HSBC volta a crescer em captações externas após perder primeiro lugar

Empresa está participando de três das quatro ofertas brasileiras de títulos no mercado internacional em curso este ano

Gabrielle Coppola e Cristiane Lucchesi, da
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Justin Sullivan/Getty Images

HSBC, do Reino Unido

O HSBC está correndo atrás de recuperar participação de mercado na maior economia da América Latina, depois que a concorrência com os bancos locais se intensificou

Nova York/São Paulo - O HSBC Holdings Plc, maior banco europeu por valor de mercado, está ultrapassando outros bancos no mercado de emissões externas brasileiras de títulos de dívida depois de perder a liderança no segmento pela primeira vez em dois anos para o Banco Santander SA em 2011.

O HSBC está participando de três das quatro ofertas brasileiras de títulos no mercado internacional em curso este ano, enquanto o Santander, maior banco da Espanha, por enquanto não liderou emissão, segundo dados compilados pela Bloomberg. Emissores brasileiros venderam US$ 2,6 bilhões no exterior na última semana, o melhor começo de ano da história e a terceira colocação entre países em desenvolvimento. Em 2011, o Santander coordenou a emissão de US$ 4,1 bilhões em dívidas do Brasil, em comparação a US$ 4 bilhões do HSBC.

O HSBC está correndo atrás de recuperar participação de mercado na maior economia da América Latina, depois que a concorrência com os bancos locais se intensificou e a crise da dívida europeia enxugou o mercado de emissões de dívidas no ano passado. O banco respondeu por 10,8 por cento das emissões externas brasileiras no ano passado, após concentrar 11,8 por cento do mercado em 2010 e 18,2 por cento em 2009. O governo brasileiro foi o primeiro emissor a acessar o mercado este ano, tendo vendido US$ 750 milhões em títulos de dívida com vencimento em 2021, com o rendimento mais baixo da história, de 3,449 por cento, em 3 de janeiro.

“Os participantes locais estão pegando uma fatia maior da torta e o resultado é uma redução nas fatias de mercado de instituições selecionadas de modo geral”, disse Alexei Remizov, chefe de mercado de capitais para Brasil do HSBC em Nova York. “Da minha perspectiva, continuamos a manter uma posição de liderança consolidada.”

Oferta da Vale

O HSBC, sediado em Londres, participou da originação de ofertas da Vale SA e do Banco Bradesco SA na semana passada. A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, captou US$ 1 bilhão em bônus denominados em dólar com vencimento em 2022 e rendimento de 4,525 por cento, ou 255 pontos-base a mais do que títulos de prazo similar do Tesouro americano. O Bradesco, segundo maior banco privado do País, emitiu US$ 750 milhões em notas denominadas em dólar com prazo de cinco anos e rendimento de 4,5 por cento.

O HSBC também está organizando encontros com investidores de títulos para o Banco do Brasil SA, maior banco da América Latina pelo critério de ativos, que ocorrem a partir de hoje, disse uma pessoa a par das conversas que pediu para não ser identificada por não estar autorizada a falar publicamente.

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