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Mercados | 17/01/2012 16:03

HSBC eleva ação da Hypermarcas, mas ainda vê futuro sombrio

Empresa agora está mais focada nas áreas mais lucrativas, avalia banco

  
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Germano Lüders/EXAME.com

Operadores no escritório da corretora XP, em São Paulo

As ações da empresa têm uma alta de 20% em janeiro, a maior da bolsa

São Paulo – Os analistas do HSBC elevaram nesta terça-feira as estimativas para a Hypermarcas (HYPE3) após um longo período de revisões para baixo das perspectivas para a empresa. O preço-alvo passou de 9 reais para 11 reais, mas a recomendação neutra foi reiterada pelos analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, que assinam o relatório.

“Acreditamos que a Hypermarcas adotou medidas positivas ao consolidar sua posição como líder do setor de Produtos Farmacêuticos e de Higiene Pessoal. Entretanto, a visibilidade dos lucros continua sombria e a administração tem que restabelecer sua credibilidade antes que possamos adotar uma opinião mais positiva a respeito da ação”, explicam.

A análise publicada hoje pelo banco representa uma mudança na visão sobre a fabricante de bens de consumo. Em 9 de novembro, os analistas avaliaram que os resultados do terceiro trimestre tinham sido “decepcionantes em todos os aspectos”. O preço-alvo foi rebaixado de 14 reais para 9 reais.

As ações da empresa têm uma alta de aproximadamente 20% em janeiro, a maior dentro do índice Bovespa. Em um ano, contudo, os papéis ainda amargam a queda de 50%.

Desempenho das ações em um ano:

 

Reestruturação

A Hypermarcas reduziu a estimativa de lucro operacional (Ebitda) para 2011 de 900 milhões de reais para 700 milhões de reais – a projeção já tinha sido reduzida de 1 bilhão de dólares. Para 2012, o guidance foi estabelecido em 850 milhões de reais. Em dezembro, a empresa convocou os analistas do mercado para apresentar os novos planos.

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