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Astrologia: gestor usava a lua e as estrelas para prever mercado financeiro
São Paulo – Não é crime pedir uma forcinha dos búzios, cartas, ou qualquer outra fonte mística para conseguir sucesso nos investimentos. Usar as técnicas para investir o dinheiro alheio e, ainda por cima, armar uma fraude com isso, porém, virou motivo de processo nos Estados Unidos.
A SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do Mercado Americano) acusou formalmente o trader Gurudeo “Buddy” Persaud de controlar um esquema Ponzi (espécie de pirâmide financeira para enganar investidores) baseado na astrologia.
Segundo a acusação da SEC, Persaud enganava suas vítimas de duas maneiras. Primeiro, com a promessa de retornos. Por meio de sua empresa de nome místico e bem sugestivo, a White Elephant Trading Company, ou Elefante Branco em português, ele garantia que o dinheiro dos investidores estaria a salvo e com retornos entre 6% e 18%.
Persaud então dava início ao esquema, usando o dinheiro de novos investidores para pagar os antigos, fingindo que o valor era o lucro. A estimativa da SEC é que o trader tenha perdido 400 mil dólares dos investidores com seu esquema e desviado outros 415 mil dólares para gastos pessoais.
O trader ainda realizava algumas aplicações e na segunda parte da fraude estava a maneira como ele escolhia os ativos investidos. Sem revelar sua estratégia para quem entregava o dinheiro, ele baseava sua decisão na crença de que o mercado era influenciado por ‘forças do universo.
Segundo a SEC, Persaud usava um serviço na internet que dava previsões de mercado baseadas em ciclos da lua e outros pontos da astrologia que, teoricamente, afetavam o comportamento humano e refletiam no mercado de ações.
Escrito nas estrelas
Uma das teorias que o trader acreditava, por exemplo, era o fato de que quanto mais força sobre a Terra exercia a Lua, mais tristes as pessoas ficavam e, logo, mais propensas a vender ações.
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