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As ações da Gafisa acumulam uma queda de 25% no ano e de 60% em doze meses
São Paulo – A alavancagem elevada da Gafisa (GFSA3) e da Tenda levou a agência de classificação de risco Fitch a cortar a nota de crédito das construtoras, mostra um relatório enviado ao mercado nesta segunda-feira. A nota nacional de longo prazo de ambas passou de BBB+ para BBB e da Tenda. A perspectiva dos ratings é negativa, mostra o documento assinado por José Roberto Romero e Fernanda Rezende.
Segundo a agência, o rebaixamento reflete enfraquecimento do seu perfil financeiro consolidado, resultado da revisão dos custos dos projetos e do elevado volume de distratos, principalmente no segmento de baixa renda operado pela Tenda. “A forte redução das margens operacionais, o aumento do estoque e a piora dos indicadores de crédito foram mais acentuados do que a expectativa inicial da Fitch”, dizem os analistas.
Em uma entrevista concedida para EXAME.com na semana passada, o presidente da empresa reiterou que a prioridade é reduzir a alavancagem. “O nosso maior objetivo é reduzir o nível de alavancagem da companhia. E, para isso, é estratégico que a gente reduza a exposição ao risco da Tenda substancialmente. Enquanto não tivermos controle absoluto das operações da Tenda, não vamos promover novos lançamentos”, disse Duílio Calciolari.
Margens
A Fitch espera que as margens operacionais do grupo, ao longo de 2012, continuem pressionadas pelos distratos no segmento de baixa renda e pelos projetos de margem reduzida ainda em curso. A agência reconhece, contudo, que a empresa continua a ter acesso a diversas modalidades de financiamentos e espera que a Gafisa alcance maior geração de caixa operacional proveniente da entrega de vários projetos em 2012, o que poderá contribuir para a redução da dívida corporativa e fortalecer a reserva de caixa.
“Dentre as principais iniciativas, destacam-se novas regras para as vendas de unidades ao segmento de baixa renda, forte desaceleração dos lançamentos da Tenda e maior foco nas marcas com maior margem operacional, como Alphaville e Gafisa. A companhia também tem promovido um redirecionamento geográfico para regiões com maior capacidade de construção, onde detém maior expertise”, avaliam.
As ações da Gafisa acumulam uma queda de 25% no ano e de 60% em doze meses.
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