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Banco Cruzeiro do Sul: o movimento acompanhou a queda de novas emissões desses títulos por empresas
São Paulo - O volume investido em fundos de direitos creditórios recuou 2,85 bilhões de reais no primeiro semestre, segundo números da Anbima divulgados nesta quinta-feira. Foi o primeiro resultado negativo para o período desde pelo menos 2006. Em igual período de 2011, o segmento havia tido captação positiva de 1,1 bilhão de reais.
O movimento acompanhou a queda de novas emissões desses títulos por empresas. Segundo dados da própria Anbima, companhias brasileiras levantaram 2 bilhões de reais com esses instrumentos entre janeiro e junho. No mesmo período do ano passado, as emissões haviam somado 6,6 bilhões de reais.
O resultado do semestre veio em meio à intervenção decretada pelo Banco Central no Banco Cruzeiro do Sul, no começo de junho, após detectar o descumprimento de normas do sistema financeiro e da "insubsistência em itens do ativo." Segundo informações veiculadas na mídia recentemente, O BC encerrou um processo administrativo no qual concluiu que o Banco Cruzeiro do Sul utilizava Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que tinham como lastro créditos consignados originados pelo próprio banco, para melhorar o balanço da instituição.
A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, tem afirmado que o órgão regulador prepara mudanças na legislação dos FIDCs.
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