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A Moody’s tem a nota Ba1 da Fibria em perspectiva positiva. A Fitch atribui nota equivalente, BB+. A Standard & Poor’s tem a empresa em BB
Nova York - O maior prejuízo trimestral da história da Fibria Celulose SA está enfraquecendo as apostas de que a empresa recuperará o grau de investimento perdido na crise financeira de 2008.
A taxa dos títulos da dívida em dólar com vencimento em 2020 da Fibria caiu 7 pontos-base para 7,42 por cento desde 25 de outubro, um dia antes de a empresa divulgar um prejuízo de R$ 1,11 bilhão no terceiro trimestre, segundo dados da Bloomberg. Os papéis da maior fabricante de celulose do mundo têm classificação Ba1, nota mais alta antes do grau de investimento, pela Moody’s Investors Service. O rendimento de títulos de companhias brasileiras com nota Ba1 caiu em média 47 pontos durante o mesmo período, para 7,82 por cento, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
A situação da Fibria se complicou por causa da alta do dólar, que lhe causou perdas financeiras, e com a queda dos preços da celulose. Para analistas do Barclays Plc e da RBS Securities Inc., o aumento da dívida da Fibria e o declínio da receita da empresa eliminaram a possibilidade de a Moody’s promover a empresa ao grau de investimento.
“Eu vinha esperando que a Fibria recebesse um ‘upgrade’ mas ela definitivamente não atende às condições das agências classificadoras de risco neste momento”, disse Omar Zeolla, analista de crédito de mercados emergentes da RBS em Stamford, Connecticut, em entrevista por telefone. “O ciclo de redução de alavancagem dela está terminando.”
Os títulos em dólar da Fibria com vencimento em 2020 pagam 401 pontos-base a mais do que a dívida do governo brasileiro de prazo similar, comparado a 270 pontos-base há três meses, segundo dados compilados pela Bloomberg. A Moody’s tem a nota Ba1 da Fibria em perspectiva positiva. A Fitch atribui nota equivalente, BB+. A Standard & Poor’s tem a empresa em BB.
Alavancagem
A Fibria registrou uma perda financeira de R$ 2 bilhões no terceiro trimestre, incluindo um prejuízo de R$ 558 milhões com hedges de câmbio. A perda superou o resultado operacional da empresa, gerando o prejuízo no balanço.
A aversão ao risco em meio à crise de crédito da Europa levou o real a cair 17 por cento ante o dólar no trimestre. Foi a segunda maior queda entre moedas de mercados emergentes, atrás apenas da do zloty, da Polônia.
A fabricante de celulose vinha tentando reduzir a alavancagem para obter uma nota melhor já no ano que vem. O prejuízo do terceiro trimestre elevou a razão entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ou Ebitda na sigla em inglês, de 2,9 vezes em 31 de março para 4,2 vezes.
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