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Em média, o rendimento dos papéis corporativos brasileiros caiu 16 por cento no período, enquanto houve baixa de 6 pontos-base nas taxas de títulos de empresas latino-americanas
São Paulo - Empresas como Fibria Celulose SA e Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA estão renegociando cláusulas de seus títulos e empréstimos. A desvalorização do real aumenta o custo do serviço de US$ 199 bilhões de dívida externa privada.
As taxas dos títulos em dólar da Fibria para 2021 subiram 37 pontos-base neste mês. Em média, o rendimento dos papéis corporativos brasileiros caiu 16 por cento no período, enquanto houve baixa de 6 pontos-base nas taxas de títulos de empresas latino-americanas com mesma nota de crédito BB da Fibria. O rendimento dos papéis da Gol para 2020 caiu 24 pontos-base, para 10,80 por cento. A companhia aérea está na terceira rodada de negociações sobre seus limites de alavancagem com credores, já tendo modificado alguns deles no início deste ano.
A queda de 15 por cento do real em relação ao dólar neste segundo semestre tem elevado a dívida em moeda estrangeira das empresas além dos limites estabelecidos nas cláusulas dos empréstimos e bônus com credores. Isso tem obrigado as empresas a resgatar dívida antecipadamente ou renegociar os termos de seus títulos com bancos e investidores. As notas de crédito dessas companhias também podem ser rebaixadas caso elas não consigam compensar os níveis mais altos de alavancagem com receitas maiores em dólares, disse Reginaldo Takara, analista da Standard & Poor’s em São Paulo.
“Isso vai aumentar a pressão sobre os ratings por conta do nível de alavancagem”, disse em entrevista por telefone Jane Yu, gestora de portfólio no BNP Investment Partners em Londres, que ajuda a administrar US$ 6,5 bilhões em dívida de mercados emergentes. “Está no papel, mas no fim isso também tem um efeito sobre a capacidade de pagar a dívida em dólares.”
Dívida
A dívida externa de empresas do setor privado brasileiro quase dobrou para US$ 199,3 bilhões em novembro, em relação aos US$ 102,7 bilhões no fim de 2009, de acordo com dados do Banco Central compilados pela Bloomberg News.
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