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São Paulo - O dólar caiu 1,07% no mercado à vista de balcão, para R$ 2,028 na sexta-feira, seguindo o comportamento visto pela moeda no exterior e contrariando totalmente as perspectivas mais recentes. Ainda na véspera, diante da decepção com as decisões dos bancos centrais da Europa, dos Estados Unidos e do Reino Unido, os especialistas do mercado doméstico de câmbio cravavam a estimativa de que a cotação da moeda norte-americana ficaria rondando os R$ 2,05.
Afinal, a expectativa de que houvesse medidas de estímulo à economia, que jogariam liquidez nos mercados, foi frustrada e as moedas já tinham antecipado os fatos que acabaram não ocorrendo. Portanto, nada mais lógico que houvesse um ajuste para cima no patamar das cotações.
O comportamento dos mercados nesta sexta-feira mostrou, porém, que os investidores ainda estão sensíveis a qualquer novidade que envolva a crise das dívidas soberanas e as perspectivas para o crescimento das maiores economias do planeta. Até porque, não surgiu nada que indique um caminho firme para a resolução dos problemas. Bastaram alguns indicadores melhores do que esperado e sinalizações de mudanças na Europa para criar euforia nos diferentes ativos.
A queda do dólar ante o real seguiu, principalmente, a trajetória do euro. A moeda única subiu desde cedo, refletindo dados melhores que o esperado na atividade da zona do euro no setor de serviços e sobre as vendas do varejo na região. O destaque ficou para o PMI na Espanha, que contrariou a previsão de queda e subiu em julho.
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