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Sobe e desce | 25/05/2012 12:59

Eike estuda venda de 30% da CCX e ação passa a subir

O papel operou em queda de mais de 10% no início dos negócios na Bovespa, mas passou a subir posteriormente, em 2,4%

Fabíola Gomes, da

Lilian Sobral

Estreia das ações da CCX na Bovespa no dia 25 de maio de 2012

Equipe da CCX comemora estreia das ações na BM&FBovespa

São Paulo - O empresário Eike Batista disse nesta sexta-feira que estuda realizar a venda estratégica de fatia de 30 por cento de sua companhia de carvão mineral, a CCX.

"Nós acreditamos que a CCX é um ativo que vale 4 bilhões de dólares", afirmou ele a jornalistas, durante evento que marcou a estreia da CCX na Bolsa de Valores de São Paulo.

O papel operou em queda de mais de 10 por cento no início dos negócios na Bovespa, mas passou a subir posteriormente. Por volta das 12h40, operava em alta de 2,4 por cento, enquanto o Ibovespa ampliava ganhos para 1,3 por cento.

Eike contou que contratou o Morgan Stanley para fazer o processo de venda estratégica de fatia da CCX, e lembrou que a companhia nasce sem dívidas.

O homem mais rico do Brasil afirmou também que quer listar a CCX na bolsa de Bogotá "o mais rápido possível". Mas acrescentou que o processo depende de trâmites jurídicos.

Segundo ele, a Colômbia tem fundos de pensão interessados. "É uma jazida do país, por que não deixar os colombianos participarem?", completou Eike, que apelidou o projeto de "Carajás do carvão".

A CCX é resultado de uma cisão da MPX, a empresa de energia do grupo de Eike Batista. A companhia agora listada na Bovespa nasce com significativas reservas de carvão já certificadas.

"Nós temos como objetivo captar parte do equity desse recurso através de uma venda estratégica de até 30 por cento (da CCX), que é o necessário para capturar o equity e aí conseguir financiar as jazidas através dessa venda estratégica, que pode ser para grupos financeiros e siderúrgicas, por causa da qualidade do carvão", disse ele a jornalistas, após a abertura do pregão.

O executivo ressaltou que o carvão metalúrgico da reserva na Colômbia é do tipo "soft coking coal", bastante procurado pelas indústrias no mundo.

Além das minas de carvão, que colocam o projeto entre os maiores do mundo, a empresa vai reforçar a infraestrutura colombiana com a construção de 150 km de ferrovia e um porto. O projeto tem início previsto para operações em 2017.

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