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Além do dólar, a alta era generalizada nas bolsas e nas commodities, mas menor do que registrado mais cedo
São Paulo - A esperança de soluções mais definitivas para a crise da Europa volta a movimentar o mercado de câmbio na manhã de hoje. Às 10h33, o dólar comercial estava em R$ 1,795, mostrando estabilidade. Mas justamente porque são só esperanças e não fatos, o otimismo é comedido e ameaçava perder força. A alta era generalizada nas bolsas e nas commodities, mas menor do que registrado mais cedo. Já as moedas titubeavam e não apresentavam rumo firme.
A dose de otimismo é resultado de uma reportagem do jornal inglês Financial Times, sugerindo que as autoridades da União Europeia vão usar dois fundos para socorrer os países em dificuldade. A avaliação é de que esses recursos, o apoio do FMI e do Banco Central Europeu, juntos, criariam um sistema de segurança para amparar as nações mais fragilizadas e sustentar o euro.
Além disso, os mercados estão muito esperançosos em relação aos resultados da reunião de cúpula da União Europeia, que começa com um encontro informal amanhã e deve continuar na sexta-feira. Os líderes vão analisar a proposta da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês Nicolas Sarkosy para alterar os tratados da União Europeia e aumentar a disciplina fiscal na região. Mas, como já houve muitos vaivéns nessa situação europeia, o otimismo é bem cauteloso.
O mercado também computa a aprovação pelo Parlamento grego, ontem à noite, do orçamento de 2012. Estão englobados os ajustes fixados pelo FMI e pela União Europeia.
Serão acompanhados de perto, ainda, os passos do secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, que está na Europa e reúne-se com Sarkosy. O mercado vai ficar de olho para ver se aparecem novidades. Na agenda dos Estados Unidos estão previstos ainda dados de petróleo e de crédito ao consumidor, mas esse indicador sai só no final da tarde.
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