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São Paulo - O apetite por risco no mercado internacional derrubou o dólar à mínima em três meses ante o real nesta quarta-feira, em meio também a contínuos fluxos de recursos, que têm aumentando a expectativa em torno de uma atuação do Banco Central para conter a derrocada da moeda.
A divisa norte-americana caiu 0,76 por cento, para 1,7339 real na venda. É o menor patamar de encerramento desde 31 de outubro, quando a taxa de câmbio ficou em 1,7026 real.
Ante uma cesta de moedas, o dólar perdia cerca de x por cento no final da tarde, enquanto o euro e divisas de perfil semelhante ao real, como os dólares australiano e neozelandês, registravam sólidas altas.
O bom humor do mercado nesta sessão teve suporte em números melhores sobre a atividade industrial na China e na Alemanha em janeiro, segunda e quarta maiores economias do mundo, respectivamente. Os dados aliviaram temores quanto ao desempenho da atividade em nível global, apesar de em outros locais a indústria ter mostrado sinais de fraqueza.
No Brasil, segundo operadores, apesar da saída líquida de dólares na semana passada, os investidores estrangeiros continuam procurando os ativos brasileiros, aumentando as expectativas de mais entradas de divisas.
Na semana passada, segundo dados do Banco Central, houve saída líquida de 153 milhões de dólares. No entanto, no mês, até a última sexta-feira, o saldo ainda era positivo em 6,501 bilhões de dólares, já a maior cifra desde setembro fechado, quando o superávit havia ficado em 8,484 bilhões de dólares.
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