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Câmbio | 08/01/2014 13:24

Dólar sobe em quase toda a América Latina em 2014

No Brasil, moeda norte-americana deve ir a R$2,45

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Notas de cem dólares

Dólar: decisão do Fed de diminuir as compras de ativos em US$10 bilhões em dezembro passado aumentou a confiança dos economistas nas projeções de alta do dólar em todo o continente neste ano, exceto no México

São Paulo - As moedas da América Latina devem ter um ano difícil em 2014 com o início da redução do estímulo econômico nos Estados Unidos, mostrou pesquisa da Reuters nesta quarta-feira, o que deverá levar o real brasileiro à casa de 2,45 reais.

A decisão do Fed de diminuir as compras de ativos em 10 bilhões de dólares em dezembro passado aumentou a confiança dos economistas nas projeções de alta do dólar em todo o continente neste ano, exceto no México, onde reformas econômicas devem atrair investidores estrangeiros.

As moedas de Brasil, Chile, Colômbia e Peru devem se desvalorizar nos próximos 12 meses, com projeções de dólar ainda mais alto do que nas pesquisas anteriores, em dezembro no caso do Brasil e em outubro no caso dos outros países.

"Além da redução dos fluxos de capital, a economia dos Estados Unidos parece caminhar rumo à recuperação", disse o economista da Asesores en Valores, em Bogotá, Carlos Castaneda.

A maioria dos analistas na primeira pesquisa de câmbio da Reuters desde que o Fed começou a reduzir os estímulos prevê que as compras mensais de ativos serão encerradas completamente até o fim do ano, ajudando a colocar o dólar perto das máximas desde 2009 contra a moeda brasileira.

O dólar, que subiu pouco mais de 15 por cento no ano passado, deve avançar mais 3 por cento em relação ao fechamento de terça-feira, a 2,45 em dezembro, segundo a mediana das projeções de 28 economistas em todo o mundo.

Os analistas prenderam a respiração durante todo o segundo semestre de 2013 à espera da mudança na política expansionista dos Estados Unidos, que em dezembro parecia ter ficado somente para o primeiro trimestre deste ano. Mas na última reunião do ano, o Fed decidiu reduzir as compras de ativos de 85 bilhões para 75 bilhões de dólares por mês.

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