Aguarde...
IndicadoresBolsas da AL encerram em baixa, exceto em Bogotá
PetróleoAções da HRT fecham em mínima histórica
ÍndiceIbovespa sobe pelo 3º pregão seguido, de olho no Fed
Taxas futurasTombini repete tom duro e juros terminam estáveis
CâmbioDólar fecha em leve queda ante real após encostar em R$ 2,05
BolsaBM&FBovespa ajusta valor de remuneração a acionistas
Wall StreetDow, S&P renovam máximas após declarações de membros do Fed
Análises O que esperar de 5 ações do setor elétrico na bolsa
DivisasCom Brasil menos atraente, entrada de dólares será menor
PregõesBolsas da Europa refletem cautela com reunião do Fed
A moeda dos Estados Unidos se depreciou 0,30%
São Paulo - A expectativa de que o Banco Central não role os contratos de swap cambial que vencem em 3 de setembro, num montante superior a US$ 4 bilhões, pressionou o dólar para cima no pregão desta terça-feira, na contramão do comportamento que a moeda norte-americana adotou no exterior. Com isso, a cotação do mercado à vista de balcão no final da sessão era de R$ 2,043, voltando aos mesmos níveis em que se encontrava na virada de julho para este mês, quando o BC liquidou outros US$ 4,5 bilhões em derivativos.
A pressão de alta nas cotações veio de dois movimentos. O primeiro é a defesa por uma Ptax alta, que maximiza o ganho dos investidores que estão vendidos nos swaps. O segundo é a maior demanda por ativos cambiais por parte dos agentes que precisam repor as posições vendidas que devem ser liquidadas. E, em meio a isso, ressurgiram os investidores especulativos, que elevaram o volume de transações, depois de ficarem praticamente fora das mesas nas últimas semanas, diante da falta de oportunidades de negócios.
Ainda assim, operadores avaliam que o espaço para a alta do dólar ante o real tem limite. "O mercado não está seco e todos sabem que, se o dólar subir demais, o BC pode contrariar as expectativas e optar por oferecer rolagem", disse um dos profissionais ouvidos pela Agência Estado. Embora espere um pouco mais de alta nas cotações antes da virada do mês, o gerente de mesa de um grande banco acrescentou que não vislumbra possibilidade de a moeda norte-americana encostar em R$ 2,08, considerando as condições atuais.
No exterior, o euro valia US$ 1,2569 perto das 17 horas, ante US$ 1,2500 no final da tarde de segunda-feira em Nova York. Pela manhã, a moeda única foi beneficiada por avaliações de analistas que encararam o anúncio de que Mário Draghi não irá a Jackson Hole como um sinal de que o Banco Central Europeu está concentrado em achar os caminhos para uma atuação mais forte no mercado de títulos. Já o dólar foi empurrado para baixo pela percepção de que o dado ruim de confiança ao consumidor dos Estados Unidos, divulgado nesta manhã, amplia as chances de que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sinalize medidas de incentivo econômico no encontro de Jackson Hole, na sexta-feira.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados